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Israel avança sobre cidade em Gaza onde pode estar líder do Hamas

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Rompendo as defesas do Hamas na segunda maior cidade de Gaza, tropas de Israel, tanques, veículos blindados e escavadeiras avançaram sobre Khan Yunis, forçando os civis já deslocados a fugir novamente, disseram testemunhas.

O Hamas disse na quarta-feira (6/12) no Telegram que seus combatentes estavam envolvidos em batalhas ferozes contra as tropas israelenses “em todos os eixos da incursão na Faixa de Gaza”, alegando que destruíram duas dúzias de veículos militares em Khan Yunis e Beit Lahia, no norte do território.

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Anteriormente, o exército israelense disse ter rompido linhas defensivas e realizado “ataques direcionados no coração da cidade”, onde encontraram e destruíram 30 poços de túneis.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse em uma declaração em vídeo que as forças israelenses estavam se aproximando da casa do chefe do Hamas na Faixa de Gaza, Yahya Sinwar. Um porta-voz acrescentou que o refúgio é “subterrâneo” na área de Khan Yunis.

Provável mentor de ataque a Israel

Sinwar é acusado de ser um dos mentores dos ataques de 7 de outubro a Israel, que mataram 1.200 pessoas, a maioria civis, segundo as autoridades israelenses, e fizeram cerca de 240 reféns.

Israel declarou guerra ao Hamas após o ataque mais mortal da sua história, prometendo erradicar o grupo e trazer para casa todos os reféns.

Sinwar não foi visto em público durante a guerra e Israel apontou ele e o líder do braço armado do Hamas, Mohammed Deif, como os seus principais alvos militares.

Mas as organizações humanitárias alertaram que a propagação da guerra no sul da Faixa de Gaza deixará os civis que fugiram do norte, grande parte do qual está agora destruído, sem ter para onde ir.

“Estamos arrasados, mentalmente sobrecarregados”, disse Amal Mahdi, moradora de Khan Yunis. “Precisamos que alguém encontre uma solução para que possamos sair desta situação.”

O último balanço do governo do Hamas indica que a guerra matou mais de 16 mil pessoas em Gaza, a maioria delas mulheres e crianças.

“Para onde ir?”, se perguntam palestinos

Grande parte do norte de Gaza já foi reduzida a escombros por violentos combates e bombardeamentos, deslocando 1,9 milhões de pessoas, segundo dados da ONU.

Muitos civis fugiram para Khan Yunis quando Israel ordenou que evacuassem o norte do território no início da guerra.

Eles estão agora sendo empurrados mais para sul, para Rafah, na fronteira com o Egito.

“Houve bombardeios, destruição, lançamento de panfletos, ameaças e telefonemas para deixar Khan Yunis”, disse Khamis Al-Dalu, que disse à AFP que foi primeiro deslocado da cidade de Gaza e depois de Khan Yunis para Rafah. E que os bombardeamentos israelenses continuam a persegui-los.

Um ataque a um bairro residencial em Rafah deixou 17 mortos e dezenas de feridos na noite de quarta-feira (6), informou o Ministério da Saúde do Hamas, e um jornalista da AFP viu os feridos, incluindo crianças, serem levados para um hospital local no Kuwait.

A rede de televisão Al Jazeera disse que um dos seus jornalistas perdeu 22 membros da sua família num ataque no campo de refugiados de Jabalia, no norte do país.

O exército israelense disse na quarta-feira que atingiu cerca de 250 alvos em Gaza nas últimas 24 horas e que as tropas encontraram um grande depósito de armas “no coração de uma população civil”, perto de uma clínica e escola no norte do território.

“O depósito continha centenas de mísseis RPG e lançadores de vários tipos, dezenas de mísseis antitanque”, explosivos e drones, afirmou em comunicado.

Imagens da AFP de quarta-feira mostraram rastros de fumaça após o lançamento de foguetes de Rafah em direção a Israel.

De acordo com os militares israelenses, três soldados israelenses foram mortos em combates em Gaza na quarta-feira.

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