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“Ele me enforcou”, diz vítima de agente que atirou em delegada no DF

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A repercussão do caso do agente de custódia da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) Rodrigo Rodrigues Dias, que atirou contra uma delegada em um bar da capital federal, fez com que uma mulher de 30 anos revivesse um dos piores de dias de sua vida. Por 16 horas, a vítima teria ficado mantida na casa do agente, em Águas Claras, sem poder sair. Ela teria ficado sem comida e com água apenas da torneira. Por medo, ela preferiu não ser identificada na reportagem.

Em agosto deste ano, a mulher teria conhecido o agente em um bar no Guará. Na ocasião, eles teriam conversado e trocado telefone. A vítima contou que eles ficaram conversando por alguns dias e combinaram de sair. “Ele se mostrava um cara educado, sensível com a mulher e usava o nome da Polícia Civil para se engrandecer”, contou. A vítima disse que ele a buscou em casa com o carro oficial da corporação: uma caminhonete SW branca.

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Os dois teriam jantado em um barzinho e, de acordo com a mulher, o agente teria “forçado a barra” em algumas situações. “Eu estava ficando desconfortável, mas ele insistia em me beijar”. No encontro, Rodrigo ainda teria detalhado os registros de ocorrências policiais que ela já fez. “Ele puxou toda minha vida, todo o histórico”, contou.

Os dois teriam ficado por cerca de duas horas no bar, onde ele teria tomado cerveja e “pinga” e ela escolhido drinques da casa. No fim da noite, Rodrigo teria convidado a moça para casa dele. Ela estava de carona e disse à reportagem que achou que não seria um problema. Eles passaram em um mercado, compraram um pedaço de queijo, cerveja e vinho. “Lá no sofá, ele começou a me beijar e foi para cima de mim. Eu pedi para ele sair e ele me enforcou, começou a apertar o meu pescoço”, detalhou. “Está me deixando sem fôlego”, teria dito ela ao agente naquele momento.

De acordo com ela, o agente foi ficando cada vez mais agressivo. “Ele ficava dizendo que era homem e muito mais forte, que não era para eu medir força com ele”, disse. “Eu sabia que ele estava armado, ele não tirava a arma em momento nenhum, tinha bebido muito e fiquei com medo, até hoje eu tenho medo”, contou. “Ali, ele me obrigou a transar com ele”, acrescentou.

A mulher contou que pediu para que ele desse o endereço para que ela chamasse um Uber, mas que ele dizia que ela não sairia da casa sem a autorização dele, sem que ele a levasse. “Na casa, não tinha nada para comer. Eu só bebi água de torneira lá, por 16 horas”, contou.

Eram quase 17h quando Rodrigo, de novo em carro da polícia, teria levado a mulher para a casa. “Eu ficava ‘ufa, graças a Deus eu não morri”. Em áudios que a moça enviou a uma amiga na época, ela detalhou a mesma situação, inclusive, de que no dia seguinte recebeu mensagens do agente policial pedindo para que eles fossem namorados.

Sabendo da profissão dele, a mulher contou que não teve coragem em registrar um boletim de ocorrência; mas que ao ver estampado em notícias o rosto do homem que ela nunca mais quis encontrar, decidiu se posicionar.

Assédio

Após o caso de violência da madrugada de quarta-feira (27/12), uma a massoterapeuta de 34 anos procurou a coluna para denunciar outro episódio de assédio envolvendo o agente policial. A vítima relatou que em março deste ano procurou a 4ª Delegacia de Polícia (Guará), onde Rodrigo Dias trabalha, para denunciar um caso de importunação sexual.

“Esse policial nem sequer me atendeu, mas se sentiu no direito de pegar meus dados no sistema e entrar em contato para me assediar”, informou. Na conversa, o policial chega a falar que a vítima é muito bonita e pergunta se ela é solteira.

Veja:

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A massoterapeuta fez uma denúncia na ouvidoria da corporação, que encaminhou o caso para a Corregedoria-Geral de Polícia (CGP). Em abril, a PCDF informou que a 4ª DP se manifestou acerca da reclamação e que o caso seguia em apuração.

Histórico de violência

O agente policial de custódia da PCDF tem outras passagens por crimes de violência contra a mulher. A coluna Na Mira apurou que, em 2018, a então companheira dele, uma sargento do Corpo de Bombeiros do DF (CBMDF), denunciou o marido com base na Lei Maria da Penha. Segundo a vítima, o policial é muito possessivo, ciumento e tem problemas com álcool. O casal tem duas filhas.

No dia da agressão, a militar relatou que Rodrigo Dias ficou nervoso, pois ela não o acompanhou a uma festa de família. Segundo a vítima, ele chegou em casa bêbado e muito agressivo. Começou a xingar, agarrou-a pelos braços e deu uma chave de punho.

O homem também tentou enforcar a companheira, mas foi impedido por uma das filhas do casal. A mulher chamou a polícia, pediu medidas protetivas de urgência e foi encaminhada ao Instituto de Medicina Legal (IML). Ainda de acordo com a sargento, ela era ameaçada constantemente pelo marido.

Briga em bar

O homem foi flagrado agredindo uma mulher em um bar de Vicente Pires quando foi repreendido pela delegada Karen Langkammer. O agressor estava armado e acabou atirando no pé da policial. O caso ocorreu por volta de 0h15 dessa quarta-feira (27/12). Ele foi liberado pela Justiça no mesmo dia, após passar por audiência de custódia.

No vídeo é possível ver o agente sentado ao lado de uma mulher e um colega. Ele puxa o cabelo da companheira, e os dois passam a se agredir. Logo em seguida, a vítima muda de lugar.

Momentos depois, a delegada aparece acompanhada de um homem e passa a repreender o agressor. Os envolvidos iniciam uma briga, e, em dado momento, o agente chega a sacar a arma dentro do bar e ameaça os clientes. Veja:

A Polícia Militar do DF (PMDF) foi acionada. Os PMs viram que o suspeito estava atrás de um carro branco e tentaram negociar a rendição.

O homem colocou as mãos para cima e foi desarmado pelos policiais. Ele usava uma pistola Glock 9 mm e portava oito munições e um carregador.

Rodrigo foi preso em flagrante por disparo em via pública, lesão corporal e vias de fato. O caso, incialmente, foi registrado na 8ª Delegacia de Polícia (Estrutural), mas depois foi encaminhado para apuração pela Corregedoria-Geral de Polícia (CGP).

A reportagem procurou a defesa do agente de custódia da PCDF Rodrigo Rodrigues Dias, que alegou não se manifestar “acerca de processos em andamento”.

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