A seção de São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), a maior do país — com mais de 400 mil inscritos –, realiza na 5ª feira (22.nov), das 9h às 17h, a eleição para definir os integrantes do Conselho Seccional e de sua Diretoria, os Conselheiros Federais, e integrantes da Diretoria da Caixa de Assistência dos Advogados (Caasp) e das Diretorias das Subseções, que atuarão no triênio 2022/2024. Cinco chapas concorrem no pleito. Como candidatos a presidente da Ordem, estão Patricia Vanzolini, Dora Cavalcanti, Alfredo Scaff, Mário de Oliveira Filho e Caio Augusto, que tenta a reeleição.

No eleição deste ano, foram implementadas mudanças. A principal delas, no que diz respeito às chapas, é que a composição deve considerar a paridade de gênero e o sistema de cotas – aprovados pelo Conselho Federal da OAB em 2020. Cabeça da chapa 14 — Muda OAB SP –, Patricia Cavalcanti considera a implementação dessas medidas como "muito importante". Em suas palavras, "se fizer uma análise mesmo que visual das chapas, verá o aumento significativo da quantidade de mulheres e de negros e negras dentro delas, o que significa que era mesmo necessária essa ação afirmativa, essa política de cotas era necessária, porque não era um processo que estava sendo natural".

Advogada criminalista, doutora em direito penal pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e professora de Direito Penal da Universidade Presbiteriana Mackenzie Patricia Cavalcanti, Vanzolini priorizou a representatividade como característica para a formação da Muda OAB SP: "A nossa chapa espelha o que é a advocacia paulista. Então tem uma mulher na cabeça de chapa, nunca uma mulher foi líder da OAB em 90 anos e eu acho que isso está na hora de acabar, esse jejum, afinal de contas já superamos os homens em quantidade de inscritos na OAB, mas nós temos uma pluralidade de gênero, de raça, de proveniência geográfica".

Enxergando a "completa omissão" como um dos principais problemas da atual gestão da OAB-SP, traz entre suas propostas um maior apoio da entidade aos advogados. Dessa forma, se eleita, pretende fazer om que a OAB-SP auxilie na informatização dos escritórios, na inclusão digital e na formação da "jovem advocacia", por exemplo. Ainda para Vanzolini, a entidade é "obsoleta, anacrônica, burocrática, desinformatizada, não age com responsabilidade social nem com responsabilidade financeira, não tem transparência". Nesse caso, propõe dar transparência às contas e informatizar a gestão também.
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