Na vida, diversos exemplos mostram como é possível seguir em frente e nunca desistir, apesar das adversidades. Na semana do servidor público, a Polícia Militar revela a história do primeiro-sargento Hélvio Santos Pompilio, do 11° Batalhão de Polícia Militar, responsável pelo policiamento em Samambaia.

Pompílio sofreu um acidente de trabalho há nove anos. Saindo de serviço, ele se deparou com um assalto no comércio local onde atuava. “Os criminosos reagiram e houve troca de tiros. Fui alvejado na coluna cervical, perdendo imediatamente os movimentos da minha cintura e pernas. Hoje tenho uma lesão medular total (paraplegia) que me impede de andar”, revela.

Ao ser admitido no Hospital Sarah Kubitschek para tratamento de reabilitação, o policial foi recomendado pelos médicos a praticar esportes. A partir dali a vida dele começou a mudar.

“Eu conheci o basquete em cadeira de rodas, canoagem e halterofilismo”, conta. “O principal desafio superado foi comigo mesmo, no cuidado com o corpo e com a mente. Busquei sempre me adaptar às necessidades diárias, enfrentando a realidade sem esmorecer, buscando sempre qualidade de vida. Atualmente faço regularmente e semanalmente acompanhamento ambulatorial, psicológico, fisioterapia, reabilitação e esporte paraolímpico”, descreveu.

Desde 2018, o sargento Pompilio participa de várias competições do esporte paradaptado (halterofilismo powerlifting, levantamento de peso) em Brasília e no Brasil.

Em 23 de outubro deste ano, o policial conquistou a medalha de ouro de halterofilismo paralímpico, na categoria até 80 kg (levantamento de peso supino) powerlifting no Meeting Loterias Caixa. A competição foi organizada e promovida pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) em Brasília.

Com quase 30 anos na PMDF, o policial é o primeiro na América Latina e no Brasil com uma lesão medular e em cadeira de rodas na ativa de uma corporação militar.

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