A Administração Regional de São Sebastião está inovando no trabalho de substituição das tampas de bocas de lobo quebradas. Tudo graças a união de esforços entre o poder público, empresários da cidade e moradores, que doam material para a fabricação de grades, que são confeccionadas no pátio de obras do governo daquela cidade.

De fevereiro deste ano até o momento foram construídas 146 peças e todas já foram recolocadas na rede de drenagem. A média é de 20 bocas de lobo confeccionadas por semana. A parceria agiliza os trabalhos de manutenção dos bueiros  | Fotos: Lucio Bernardo Jr./ Agência Brasília

De fevereiro deste ano até o momento foram construídas 146 peças e todas já foram recolocadas na rede de drenagem. A média é de 20 bocas de lobo confeccionadas por semana. A parceria agiliza os trabalhos de manutenção dos bueiros.

“O governador nos pediu para criarmos um vínculo com os demais atores locais nesse processo de melhoria da cidade, como os moradores, empresários e lideranças comunitárias”, conta o administrador de São Sebastião, Alan Valim.

“Tem dado bons frutos, já reformamos praças, fizemos calçadas, construímos estacionamentos e até uma rotatória no Mangueiral em parceria com a comunidade”, avalia o gestor.

Obras comunitárias

Geralmente os materiais doados são cimento, areia e brita. Em alguns casos, até hastes de ferros, que sobram de construções, são utilizados para reforçar as tampas de bueiros. A mão-de-obra e o equipamento são do GDF.

O coordenador de Obras da Administração, Ataliba Rodrigues, reforça que a ajuda comunitária é feita de forma espontânea e de acordo com a demanda de cada setor urbano. “Muitas vezes o cidadão sai de dentro de casa para acompanhar o serviço da administração e é nessa hora que você tem o apoio da comunidade”, explica.

“O benefício é gigantesco, estamos falando de rede de drenagem, antecipando, no período chuvoso que estar por vir, problemas com volume de água, deterioração de asfalto, evitando risco de alagamento nos comércios e residências”, comenta.

Na quarta-feira passada (29), os serviços foram feitos no bairro São José. Cerca de seis homens da administração fizeram vistoria em diversas ruas do setor, indo de bueiro em bueiro para checar o nível da sujeira, fazer a desobstrução e checar se as tampas estão sem problema.

“É a tal coisa, não adianta só reclamar, cada um tem que fazer a sua parte. Não adianta o governo limpar, fazer a manutenção e o povo continuar a jogar lixo no chão”, diz o comerciante Nonato Barros, 39 anos

“Se tiver alguma tampa quebrada, é feito o registro do local e encaminhado para a administração, que faz a reposição da peça”, relata o coordenador de Obras, Ataliba. “O problema maior é a sujeira mesmo, de bolas a pneus, já foi encontrado de tudo”, lamenta.

Dono de comércio da Quadra 18 do bairro São José, onde os trabalhos de vistorias e prevenção de bocas de lobo foram realizados, Nonato Barros, 39 anos, diz que o trabalho da administração no serviço tem que ser complementado com a conscientização da população. “

“É a tal coisa, não adianta só reclamar, cada um tem que fazer a sua parte. Não adianta o governo limpar, fazer a manutenção e o povo continuar a jogar lixo no chão”, ressalta.