Senador Jorginho Mello mostra perseguição a conservadores na CPI: ‘mais uma narrativa para prejudicar os veículos de comunicação independentes’

Durante sessão da CPI da pandemia, também conhecida como “CPI do Circo”, “CPI da Cortina de fumaça” e “Tribunal de Renan Calheiros”, o senador Jorginho Mello questionou o empresário Otávio Fakhoury sobre a atuação da velha imprensa na criação de narrativas para prejudicar os veículos de comunicação independentes.

O senador questionou o empresário sobre um habeas corpus apresentado em um dos inquéritos conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal. O senador perguntou: “Seus dados estavam sendo vazados pra quem?”. O inquérito em questão, que foi arquivado por falta de indícios de crimes, foi publicado na íntegra pelo jornal O Estado de S. Paulo, embora estivesse sob segredo de justiça e os investigados não tivessem acesso ao seu conteúdo até aquela data.

Em seguida, o senador questionou o empresário sobre uma matéria publicada por veículo da extrema-esquerda. O empresário relatou que, após um acordo em um processo por danos morais, o jornal retirou a matéria. Não há notícia de que o jornal de esquerda tenha sido investigado em inquéritos por “fake news”.

O senador Jorginho Mello, então, lembrou que a CPI aprovou a quebra de sigilos do site Brasil Paralelo por um período muito maior do que a própria existência da pandemia, e apontou:

“O Brasil Paralelo é financiado por seus mais de 250 mil assinantes. A receita da empresa vem daí, não de dinheiro público. Isso é mais uma narrativa para prejudicar os veículos de comunicação independentes, que têm sido atacados sistematicamente. Então, todos os depoimentos, a liberdade, a opinião, a expressão… Cada um pode falar absolutamente o que quiser e tem que arcar com a sua responsabilidade.

Então, a CPI nesta tarde conclui mais um dia de trabalho questionando pessoas que têm opinião. Eu posso não concordar com todas as opiniões dele e nem ele com a minha, mas tem os meios próprios e instâncias próprias que vão julgar. Nós não podemos julgar, porque a liberdade é uma das coisas mais sagradas do ser humano”.

O ataque sistemático a veículos de comunicação independentes apontado pelo senador Jorginho Mello é marca característica da CPI, que compartilha dados, públicos e sigilosos, com os inquéritos conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal.

O senador Omar Aziz, presidente da CPI, confirmou o compartilhamento de dados, inclusive com outra CPI, dizendo:

“A CPI vai acabar, Senador Jorginho. Eu creio que nas próximas duas semanas nós teremos relatório já para votar, semana que vem serão as últimas audiências que nós teremos aqui. Mas a CPI da Fake News, que foi suspensa, voltará, mas voltará com muitos dados que nós temos dentro da CPI da Covid que serão compartilhados com a CPI das Fake News. Para a CPI da Covid, mas a CPI das Fake News volta e volta com muito subsídio, até porque os documentos que eles tinham na CPI eram muito poucos em relação ao que nós temos hoje, que foi compartilhado”.

Os “documentos” compartilhados entre senadores incluem as íntegras dos inquéritos conduzidos por Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal. Algumas investigações foram iniciadas a partir de “matérias”, “relatórios” e “reportagens” produzidas por veículos concorrentes dos veículos acusados por fatos genéricos e atípicos, ou a partir de depoimentos de testemunhas suspeitas. Nas investigações, que incluem apenas pessoas de uma orientação política, foram ordenadas devassas em empresas, buscas e apreensões, censura, bloqueio de contas de redes sociais, e prisões.

A Folha Política teve sua sede invadida e todos os seus equipamentos apreendidos no âmbito de inquérito conduzido por Alexandre de Moraes. Atualmente, o jornal e outros sites, canais e pessoas que defendem posições conservadoras têm sua renda confiscada a mando do ministro Luís Felipe Salomão, do Tribunal Superior Eleitoral, em decisão que mira as empresas, visando impedir a atividade econômica. A decisão teve o apoio e aplauso do ministro do STF Luís Roberto Barroso, que é presidente do TSE.

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