Janaína Paschoal manifesta repúdio à CPI da Pandemia e detona Renan Calheiros: ‘envergonha o Brasil’

A jurista e deputada Janaína Paschoal, em pronunciamento na Assembleia Legislativa de São Paulo, falou sobre os “procedimentos” adotados na CPI da pandemia, também conhecida como “CPI do Circo”, “CPI da Cortina de Fumaça” e “Tribunal de Renan Calheiros”. A deputada apontou que o relator, Renan Calheiros, que deveria agir como um magistrado, está expressando seu pré-julgamento antes mesmo dos depoentes falarem. Janaína disse: “O senador que foi alçado à categoria de “ilustre dos ilustres”, o senador Renan Calheiros, tem adjetivado os depoentes. O relator, que funciona como um magistrado, ou assim deveria funcionar, está adjetivando os depoentes. Isso aconteceu ontem, isso está acontecendo no dia de hoje, isso aconteceu no início dos trabalhos, com a dra. Nise Yamaguchi, uma médica titulada, que haveria de ser respeitada. Então, eu externo aqui o meu repúdio à maneira como essa CPI está conduzindo os trabalhos e envergonhando os brasileiros”.

A deputada mencionou ainda o conluio com a velha imprensa na criação de narrativas que prejudiquem as pessoas que os senadores associam ao governo Jair Bolsonaro. Janaína Paschoal disse: “Estranhamente, a imprensa vem asseverando, publicando que existe um tal dossiê que a advogada de médicos que ninguém sabe quem são teria apresentado à CPI. Eu tenho acompanhado a documentação juntada à CPI. E eu não consigo encontrar nem o dossiê nem referência ao tal dossiê. Um dos últimos documentos constantes do rol é um pedido do advogado da Prevent Senior para acessar um dossiê que vem sendo mencionado”. A deputada questionou: “Que trabalho de imprensa é esse que fala de um dossiê que ninguém leu? Que fala de um dossiê que tem informações trazidas por médicos que ninguém sabe quem são. É grave o que está acontecendo!”.

A deputada alertou ainda sobre os lobbies que atuam para a produção dessas narrativas, apontando: “não se pode destruir um serviço de saúde com base em alegações de pessoas não determinadas. Alguém quer tomar o lugar desse grupo. Vai ter CPI aqui? Nós vamos investigar. Aqui a gente vai pegar”.

O conluio entre velha imprensa, a CPI e setores do Judiciário foi observado por outros deputados, e é bastante visível na CPI, onde dados sigilosos são vazados constantemente e seletivamente à velha imprensa, e também nos inquéritos conduzidos por ministros do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral, em que a velha imprensa tem acesso privilegiado a decisões e a conteúdos mantidos em segredo até mesmo para os investigados. Frequentemente, a velha imprensa tem acesso a decisões dos ministros antes mesmo que as decisões sejam inseridas no sistema do tribunal.

Nesses inquéritos, que compartilham livremente dados e “fontes” com a CPI, pessoas e empresas conservadoras vêm sendo perseguidas, sofrendo censura, buscas e apreensões, prisões e confiscos. Toda a renda da Folha Política está sendo confiscada a mando do ministro Luís Felipe Salomão, do TSE, em decisão elogiada por Luís Roberto Barroso, ministro do STF e presidente do TSE. Segundo a velha imprensa, a intenção é inviabilizar o funcionamento de empresas escolhidas pelo corregedor.

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