Crianças participaram da programação do Dia D da Semana Internacional da Fissura Labiopalatina. (Foto: Ruy Barros)

Consultas, atendimento ambulatorial, exames e atividades lúdicas marcaram as atividades o Dia D da programação da II Semana Internacional da Fissura Labiopalatina, realizado nesta quinta-feira (30), no Hospital Infantil Dr. Juvêncio Mattos, em São Luís. A iniciativa, promovida pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), reuniu para assistência multiprofissional crianças de até 12 anos com lábio leporino. 

“Os atendimentos fazem parte da demanda ambulatorial de pacientes de primeira vez, pré-operatório e pós-operatório. Desde a gestação, nós fazemos o acompanhamento das mães que receberam o diagnóstico para fissura labial em seus filhos. Isso tem sido possível graças às maternidades que vêm nos notificando sempre que é confirmada a fenda palatina”, afirmou a cirurgiã bucomaxilofacial, Ingrid Araújo Oliveira. 

Além dos serviços especializados, a programação disponibilizou sala com fonoaudiólogos, aliando exercícios para estímulo do desenvolvimento da linguagem e da fala com elementos lúdicos, através de brincadeiras e atividades em grupo. Paralelamente, a ação ofertou sessões com profissional de Psicologia como forma de auxiliar nas demandas de saúde mental e emocional tanto de pais como de crianças. 

Dia D da Semana Internacional da Fissura Labiopalatina. (Foto: Ruy Barros)

Kayron Lacerda, de 4 anos, recebe atendimento desde os primeiros dias de vida. A mãe dele, Kariene Lacerda, recorda as etapas do tratamento. “No início foi um pouco complicado, porque eu não tinha informações sobre o que era a fissura. Foi só depois que vim para cá, cerca de 20 dias após o nascimento, que aprendi sobre. De lá para cá, ele já fez as cirurgias de lábio e palato e agora faz os acompanhamentos com fonoaudióloga e pediatra”, contou.  

Ivoneide Sousa, mãe de Adrian Gabriel, de 1 ano, celebrou mais um passo no acompanhamento do filho. “Conseguimos agendar a primeira cirurgia. A gente fica até emocionada e contente porque agora ele vai poder começar o tratamento”, compartilhou. 

Participam da ação cirurgiões plásticos e bucomaxilofaciais, nutricionistas, pediatras, odontopediatras e psicólogos. Com início em 27 de setembro, a unidade prossegue até 2 de outubro com as atividades alusivas a Semana Internacional da Fissura Labiopalatina, como consultas de recepção para primeira vez, para o tratamento para fissura labiopalatina, bem como pré-operatório e pós-operatório. 

Serviço especializado

Ingrid Araújo Oliveira, Cirurgiã bucomaxilofacial, e o cirurgião plástico Júpiter Newler. (Foto: Ruy Barros)

Popularmente conhecida como lábio leporino, a fissura labiopalatina é uma abertura na região do lábio e/ou palato (céu da boca). A Rede Estadual de Saúde do Maranhão conta com o Serviço de Deformidades MaxiloFaciais integrando cinco equipamentos de saúde: o Hospital Dr. Carlos Macieira, o Hospital Infantil Dr. Juvêncio Mattos, o Centro Ninar, a Unidade Sorrir e a Maternidade de Alta Complexidade do Maranhão. 

O tratamento de fissura labiopalatal começa desde o momento em que a mãe recebe o diagnóstico logo no pré-natal. Em crianças de 0 a 12 anos, a assistência é ofertada no Hospital Infantil Dr. Juvêncio Mattos, de 12 anos em diante no Hospital Dr. Carlos Macieira (HCM), ambas unidades que integram a rede da SES. 

As primeiras intervenções cirúrgicas são de lábio e palato, acompanhada do procedimento de enxerto na gengiva para o nascimento dos dentes. O procedimento operatório é delicado e leva em média 6 horas. Os pacientes fissurados são acompanhados por profissionais da odontologia, medicina, enfermagem, fisioterapia, psicologia, fonoaudiologia e nutrição. Após as cirurgias, os pacientes conseguem recuperar a fala e muitas vezes até a audição.

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Fonte: Agência de Notícias do Maranhão