Um homem é acusado de estuprar uma mulher durante saída temporária da prisão em Diadema (SP). Ele teria pedido informações sobre seu processo criminal a uma advogada como desculpa para abusá-la no dia 16 de setembro.

Rubens da Silva, de 20 anos, havia sido preso por roubo e estava em regime semi-aberto. Ele compareceu a um escritório de advocacia e quando entrou no escritório da profissional, a atacou com um mata-leão e beijos forçados. A vítima conseguiu gritar por socorro e ele fugiu.

As peças de roupa usadas para cometer o crime foram encontradas na casa do suspeito e a vítima também o reconheceu. Após a prisão dele, os agentes fizeram uma pesquisa sobre crimes de estupro na região e encontraram uma vítima com caso semelhante. Ela reconheceu o homem como sendo o autor do crime.

"Toda mulher que é vítima de um crime dessa natureza, ela deve sim procurar as autoridades públicas, porque é um crime gravíssimo. É um crime hediondo, portanto é um crime que precisa de uma represália severa por parte do estado", afirma Leonardo Pantaleão, advogado especialista em direito penal.

Rubens estava prestes a ser solto definitivamente, mas agora aguarda na cadeia pelas outras condenações de estupro, embora tenha negado os crimes.

Segundo levantamento da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, de janeiro a agosto desse ano foram registradas 3.174 ocorrências de estupro na Grande São Paulo e capital. O número é 9% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado.

"O aumento da comunicação desses crimes para as autoridades policiais, de fato, vem acontecendo, mas eu não tenho dúvida, de que mesmo assim, esses números que constam nas estatísticas oficiais ainda são muito aquém da realidade. É um crime que constrange demais a mulher. Então isso faz com que a mulher, muitas vezes prefira, até mesmo, não levar esse fato as autoridades competentes", completa o advogado. | #sbtnews #polícia

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