Leite materno, maior estrela do Agosto Dourado, possui todos os nutrientes dos quais os bebês necessitam

Agosto Dourado é uma campanha que reserva o mês para um trabalho de conscientização sobre a importância do leite materno, alimento mais completo para bebês, sendo capaz de reduzir em até 13% os índices de mortes de crianças menores de cinco anos, segundo o Ministério da Saúde.

O aleitamento materno protege a criança de doenças como diarreia, infecções respiratórias e alergias, além de evitar o risco de desenvolver hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade na vida adulta. O Ministério da Saúde recomenda a amamentação até os 2 anos de idade ou mais e, de forma exclusiva, nos seis primeiros meses de vida, mesmo nas mães que tiveram casos confirmados de Covid-19.

A campanha quer incentivar a amamentação não apenas às mães de primeira viagem, mas a todas as mães, com inúmeras vantagens para o bebê. O ato do bebê sugar fortalece os órgãos e músculos da face, ajuda muito no desenvolvimento da fala, regula a respiração e deglutição, e previne problemas de dentição.
O gesto, além de estreitar o vínculo do bebê com a mãe, influi também no desenvolvimento cognitivo e emocional da criança. De acordo com especialistas, a recomendação é que a criança seja amamentada sem restrição de horário.

Campanha Nacional
As ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno são feitas no Brasil há 40 anos. E para mobilizar a sociedade brasileira sobre a importância dessa medida e incentivar mulheres a amamentar, o Ministério da Saúde lançou, semana passada,, a campanha “Todos pela amamentação. É proteção para a vida inteira”. O evento ocorre anualmente em parceria com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). A publicidade da campanha é veiculada em sites, redes sociais e páginas da internet.
Incentivo à amamentação.

Desde 1981, o Ministério da Saúde coordena estratégias para proteger e promover a amamentação no Brasil.
O país possui 301 Hospitais Amigos da Criança que promovem dez passos para o sucesso do aleitamento materno. São repassados, por ano, R$ 18,2 milhões para as unidades.

Além disso, o Brasil possui, ainda, 222 bancos de leite humano e 219 postos de coleta. Em 2020, cerca de 181 mil mulheres doaram mais de 226 mil litros de leite materno. Neste ano, até junho, foram doados 111,4 mil litros.
No ano passado, o Ministério da Saúde investiu R$ 16,9 milhões, em caráter excepcional, na proteção e apoio ao aleitamento materno e na alimentação complementar adequada para crianças menores de dois anos na Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil (EAAB), da Atenção Primária à Saúde.

Aleitamento materno
A estratégia para incentivar a amamentação vem apresentando resultados. Os índices nacionais do aleitamento materno exclusivo entre crianças menores de 6 meses aumentaram de 2,9%, em 1986, para 45,7% em 2020. Já o aleitamento para crianças menores de quatro anos passou de 4,7% para 60%, no mesmo período.
“Passar de um aumento de 4 para 60% é muita coisa. A gente que trabalha com a saúde sabe que um aumento desse tipo em poucos anos é algo que mostra a robustez, a fortaleza das campanhas que vem acontecendo nos últimos anos”, destacou o secretário de Atenção Primária à Saúde, Rafael Câmara Parente.

Com informações da EBC e do site Gov.br

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