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    Prefeitura de Macapá anuncia criação de Comitê Paralímpico Municipal durante festival paradesportivo

    Fotos: Arthur Pantoja

    A Prefeitura de Macapá realizou neste sábado (18), o 1° Festival Paralímpico de Macapá, um evento esportivo voltado para atletas com deficiência visual e física. O festival aconteceu na Praça do Barão e as modalidades apresentadas foram o goalball, futebol de amputados e o basquete em cadeira de rodas. O propósito do evento foi dar visibilidade ao paradesporto e anunciar a criação do Comitê Paralímpico Municipal.

    “Em uma conversa, o prefeito me disse: ‘Precisamos avançar na política para todos os esportes, especialmente os paralímpicos, pois isso está crescendo’. Sabemos que o esporte é a maior ferramenta de inclusão social. Então estamos criando esse Comitê Paralímpico Municipal para fortalecer o paradesporto na capital”, revelou Cleudo Trindade, titular da Coordenadoria Municipal de Esporte e Lazer (Comel).

    O festival iniciou com os discursos de autoridades e após isso, os espectadores puderam assistir aos paratletas jogarem goalball, futebol de amputados e basquete cadeirante. O primeiro, voltado tanto a cegos totais como pessoas com baixa visão, consistia em marcar gols arremessando uma bola com guizos (para guiar os jogadores) contra o gol do adversário. Três pessoas em cada equipe jogavam a bola e defendiam o gol.

    O futebol de amputados não deixou nada a desejar. Com muletas próprias para a prática do esporte, os jogadores driblavam, davam “chapéus”, chutavam ao gol e defendiam. O mesmo pode-se dizer do basquete, que era voltado aos cadeirantes.

    “Conheci o goalball em 2012 e participei de uma das primeiras equipes no estado, pelos jogos escolares, a convite de um professor. Montamos o time e viajamos para participar de paralímpiadas naquele ano mesmo. Antes disso, ficava ocioso, pois não sabia que existia esse esporte. No momento, estou jogando pela Sedel e já participei de vários torneios, desde 2015, como o Centro Norte e a Taça Pará”, contou o jogador de goalball, Cleison Afonso, de 23 anos.

    Fotos: Arthur Pantoja

    Wilton Barros, 35 anos, jogador de futebol de amputados, contou que, em 2014, teve a mão direita cortada devido a um acidente com fogos de artifício e procurou no esporte uma válvula de escape para melhorar a qualidade de vida.

    “Em 2018, alguns amigos, professores e eu fundamos o primeiro time de futebol de amputados do Amapá. Depois que regularizamos a associação, fomos em busca de outros amputados que estavam passando pela mesma dificuldade. O esporte é uma ferramenta de inclusão e socialização”, disse o jogador.

    Fotos: Arthur Pantoja

    Ao final do festival, todos os paratletas receberam do prefeito Dr. Furlan uma medalha pela participação no evento.





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