Ações da Suzano saltam mais de 5% após balanço, enquanto Americanas tem queda; Ser avança após acordo

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SÃO PAULO – Em uma sessão de queda para o Ibovespa, quem ganha destaque são as ações da Suzano (SUZB3), com ganhos de mais de 5% na esteira de resultados fortes e também com a alta do preço do papel e celulose, que também impulsiona a alta da Klabin (KLBN11), ainda que mais modesta.

O pregão é de poucas altas para o índice e, dentre elas, está a ação da Fleury (FLRY3), que também divulgou números fortes. B2W (BTOW3) e Lojas Americanas (LAME4), por sua vez, registram queda, com baixa mais forte dos ativos da segunda companhia. Fora do índice, as ações da Pague Menos (PGMN3) avançam após o resultado.

Entre as quedas, estão as ações de supermercado, como Pão de Açúcar (PCAR3) e Carrefour Brasil (CRFB3). Na véspera, foi destaque a notícia de que a disparada da inflação dos alimentos e o corte pela metade do auxílio emergencial recebido por 65 milhões de brasileiros já reduziram em até 10% as vendas das redes de atacarejos nas últimas semanas. Nos supermercados o movimento se repete. “Este mês todo mundo está chiando porque a venda caiu muito”, afirmou o diretor de mercado da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Omar Assaf, ao Estadão

O menor ritmo era previsível por causa da redução do auxílio emergencial de R$ 600 para R$ 300 desde setembro. No entanto, esse movimento de queda nas vendas ganhou força com a escalada de preços da comida, que continua.

Pressionando o índice, os bancos voltam a ter queda, enquanto Vale cai 1% e Petrobras registra leve baixa, sendo que os papéis das duas últimas companhias subiram mais de 3% na esteira dos resultados do terceiro trimestre.

Já a Ser Educacional vê suas ações subirem cerca de 2% após firmar acordo extrajudicial com a Laureate e com a Ânima, extinguindo os processos judiciais e arbitrais em curso entre ambas e reconhecendo o direito de a Ser receber R$ 180 milhões como multa rescisória após a Laureate assinar acordo vinculante com a Ânima para a venda dos ativos do grupo norte-americano no Brasil.

Confira mais destaques:

A Ser Educacional firmou acordo extrajudicial com a Laureate e com a Ânima na última quinta-feira (29), extinguindo os processos judiciais e arbitrais em curso entre ambas e reconhecendo o direito de a Ser receber R$ 180 milhões como multa rescisória após a Laureate assinar acordo vinculante com a Ânima para a venda dos ativos do grupo norte-americano no Brasil.

O acordo também inclui o direito de a Ser optar até o dia 4 de novembro pelo recebimento da multa em dinheiro ou mediante a transferência de 100% da Sociedade Paraibana de Educação e Cultura (ASPEC) e Sociedade Capibaribe de Educação e Cultura, mantenedoras da Faculdade Internacional da Paraíba (FPB) e do Centro Universitário dos Guararapes (UNIFG).

Além disso, também contempla o direito da Ser de adquirir 100% do capital social da Ritter, mantenedora do Centro Universitário Ritter dos Reis (UniRitter), da Faculdade de Desenvolvimento do Rio Grande do Sul (FADERGS) – mantenedora do Centro Universitário FADERGS – e do Instituto Brasileiro de Medicina de Reabilitação (IBMR) mantenedor do Centro Universitário Hermínio da Silveira.

“A Ser acredita que essas instituições possuem potencial de crescimento nos segmentos de ensino presencial, à distância e educação continuada, tornando-as aderentes a sua estratégia de crescimento no mercado de ensino superior brasileiro”, afirmou a companhia.

Segundo a Ser, “os acordos atendem ao melhor interesse do mercado de ensino superior brasileiro, da Ser e de seus acionistas, e estão em linha com sua estratégia de crescimento no mercado de ensino superior brasileiro, mantendo seu foco na qualidade e no fortalecimento da educação nas respectivas áreas de atuação”.

Vale ressaltar que a Ânima anunciou no começo da semana ter sido notificada pela Laureate que sua oferta vinculante pelos ativos do grupo no país foi escolhida como proposta superior, de R$ 4,4 bilhões, de forma definitiva. O acordo previa o pagamento da multa contratual pela Ânima.

A Suzano Papel e Celulose reportou prejuízo líquido de R$ 1,157 bilhão no terceiro trimestre de 2020. O valor representa queda de 66,54% na comparação com o prejuízo líquido de R$ 3,460 bilhões de igual período do ano anterior. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 29, em balanço enviado à CVM.

A empresa reportou ainda prejuízo líquido atribuído aos sócios da empresa controladora de R$ 1,160 bilhão. O valor representa queda de 66,47% na comparação com o prejuízo líquido atribuído aos controladores de R$ 3,460 bilhões em igual período do ano anterior.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) atingiu R$ 3,779 bilhões, alta de 58% ante o mesmo período do ano passado. Enquanto isso, a receita da companhia fechou o trimestre em R$ 7,470 bilhões, crescimento de 13,2% ante R$ 6,599 bilhões registrado na mesma base de comparação.

A empresa informou que o período foi marcado, mais uma vez, pela sólida capacidade de geração de caixa, pelo forte volume de vendas, mesmo diante do trimestre sazonalmente mais fraco do ano, e pela redução da dívida líquida e da alavancagem.

O Credit Suisse destacou que os resultados foram acima do esperado, principalmente em função dos maiores volumes de celulose comercializados (8% acima da projeção dos analistas), enquanto os volumes comercializados de papel também surpreenderam positivamente (24% além do esperado).

Embora os preços realizados da celulose tenham caído 3% na base trimestral e 14% na base anual, para US$ 454 a tonelada, a queda do real, juntamente com um custo-caixa de produção em queda de 11% na base anual acabou elevando o Ebitda significativamente na comparação anual. Além disso, a empresa conseguiu entregar um fluxo de caixa livre notável de R$ 903 milhões nos cálculos do banco (já ajustando para o impacto de caixa dos derivativos) que, juntamente com o Ebitda mais alto, levou à queda da alavancagem.

O Credit Suisse manteve a avaliação de outperform para a Suzano, que classificou como a melhor escolha no universo de papel e celulose, à medida que tem a maior alavancagem para se beneficiar de uma recuperação do preço da celulose. O banco definiu preço-alvo de R$ 65, frente os atuais R$ 50,17.

O Itaú BBA também reforçou a recomendação das ações da Suzano como outperform, com preço-alvo de R$ 59. O banco afirmou que os resultados do lucro Ebitda são 14% superiores às suas estimativas, e 17% acima do consenso. Para o banco, a produção e as vendas da celulose são o maior destaque dos resultados, e a redução das vendas em “meros” 9% entre o segundo e o terceiro trimestre é um sinal positivo. Os preços da celulose caíram em US$ 12 por tonelada, mas o banco afirmou que está otimista quanto à recuperação no curto prazo.

O Morgan Stanley afirmou que o Ebitda ajustado de R$ 3,909 bilhões da Suzano foi bem acima de sua estimativa de R$ 3,297 bilhões. E que o caixa das operações, de R$ 3,24 bilhões está acima da estimativa de R$ 2,42 bilhões, devido a resultado operacionais mais altos, aliados a menor capital de giro. O custo das mercadorias vendidas foi de R$ 991 por tonelada, 7% abaixo da estimativa do banco. E o preço médio realizado da celulose, de R$ 454 por tonelada, foi 4% superior à previsão do banco. Por outro lado, o preço médio realizado da exportação de papel foi de R$ 727 por tonelada, 7% abaixo da previsão do banco. O Morgan Stanley diz esperar que a companhia gere um forte fluxo de caixa nos próximos anos, com queda da dívida líquida frente o lucro Ebitda, até 2023.

Avalia ainda, que o preço da celulose está em seu piso, com expectativa de altas a partir do quarto trimestre de 2020. O banco avaliou as ações como overweight, com preço-alvo de R$ 59.

Ainda no radar do setor, os preços da celulose de fibra curta tiveram alta na semana (alta de US$ 3,5 a tonelada), para US$ 455,42 a tonelada.

Lojas Americanas (LAME4)

A Lojas Americanas registrou lucro líquido consolidado de R$ 49,9 milhões no terceiro trimestre de 2020, um avanço de 3,5% em relação ao mesmo período de 2019. Em 9 meses, a rede de varejo acumula prejuízo de 6,4 milhões, ante lucro de R$ 107,4 milhões no ano passado.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da controladora entre julho e setembro ficou em R$ 504 milhões, queda de 5,3% na comparação anual. Levando-se em conta o resultado consolidado, o indicador somou R$ 714,9 milhões, recuo de 7,1%.

No critério ajustado, o Ebitda da controladora foi de R$ 597,2 milhões no trimestre, queda de 1,3%. No resultado consolidado, o valor foi de R$ 754,8 milhões, praticamente estável em relação ao mesmo período de 2019 (R$ 757 milhões). Segundo explica a Lojas Americanas, houve um aumento na linha “Outras despesas operacionais” principalmente por conta de doações relacionadas à covid-19 e aumento dos custos para preservação da saúde de clientes e funcionários. Essa linha teve um impacto negativo de R$ 30,9 milhões no trimestre.

A receita líquida da Lojas Americanas no terceiro trimestre foi de R$ 2,565 bilhões, queda anual de 1,3%, quando se mede o desempenho da controladora. No balanço consolidados, as receitas somaram R$ 5,128 bilhões, aumento de 21%. A venda bruta de mercadorias (GMV) ficou em R$ 9,895 bilhões no período, aumento de 31,1%.

A Lojas Americanas fechou setembro com um caixa líquido de R$ 28,5 milhões, com dívida bruta de R$ 8,208 bilhões e disponibilidades de R$ 8,236 bilhões. No balanço consolidado, o caixa líquido estava em R$ 4,930 bilhões. Isso por conta da oferta subsequente de ações (follow on) da Americanas e aumento de capital da B2W.

O Credit Suisse avaliou que os resultados das Lojas Americanas são um bom indicativo para o quarto trimestre de 2020, e em linha com o esperado pelo mercado. No longo prazo, o Credit Suisse avalia que a rede de lojas está em posição de crescer.

A margem Ebitda, de 23,3%, está em linha com a expectativa do banco, e a capacidade de manter uma boa margem de lucro, mesmo em um trimestre desafiador é notável, afirma o banco. Apesar de ter 24% das lojas fechadas no terceiro trimestre, a empresa foi capaz de entregar queda de “apenas” 2,5% na receita de vendas, na comparação entre as mesmas lojas, entre um ano e outro. Houve alta de 7% nas lojas de rua, e queda de 25% nas lojas de shoppings. A redução na receita líquida foi de “apenas” 1,4%, diz o banco.

O grupo de comércio eletrônico registrou prejuízo de cerca de R$ 36,8 milhões no terceiro trimestre ante prejuízo de R$ 102,5 milhões no mesmo período de 2019, ou uma queda de 64,1%, com forte crescimento de vendas na esteira de medidas de quarentena contra a Covid-19.

A B2W teve alta de 65,7% no Ebitda ajustado do trimestre, a R$ 252 milhões. A receita líquida de vendas e serviços subiu 58,5% na base de comparação anual, passando de R$ 1,68 bilhão para R$ 2,66 bilhões. A margem Ebitda, por sua vez, subiu de 9,1% para 9,5%.

Dona de sites como Submarino e Americanas.com, a B2W viu as vendas totais no conceito GMV subirem 56,2% no trimestre sobre um ano antes, totalizando R$ 7,26 bilhões.

A base de clientes ativos cresceu em 5,9 milhões, para 20,8 milhões. Já a de vendedores no marketplace da empresa cresceu em cerca de 10 mil, para quase 80 mil. No fim de 2019, o número de vendedores era 46,8 mil.

O Credit Suisse avaliou os resultados da B2W como “sólidos” e em linha com suas expectativas. Mas disse que a empresa provavelmente terá resultados abaixo daqueles da concorrência no trimestre. O crescimento no GMV (valor total de mercadorias vendidas) foi de 56% na comparação com o mesmo período do ano anterior, em linha com a expectativa do banco, mas com composição diferente. A margem Ebitda se expandiu além da expectativa, para 9,5%.

Já de acordo com a XP Investimentos, os números vieram em linha para Americanas, mas acima do esperado para B2W.

Os principais destaques do resultado foram (i) a performance do canal omni, com vendas do O2O (online para offline) crescendo 96,4% na base anual e 33% das vendas entregues em 24h, (ii) performance ainda forte do online, com o segmento de mercado sendo um driver importante, e (iii) forte crescimento no número de clientes com mais de um ponto de contato no Universo para 10 milhões versus 6 milhões no segundo trimestre e versus 45 milhões de clientes ativos no Universo Americanas.

“Diversas iniciativas acontecendo. A Lojas Americanas lançou seu serviço de assinatura ‘Americana Mais’ nesse trimestre, oferecendo frete grátis, entrega rápida e benefícios em todas suas plataformas (lojas, app, e-commerce) para os clientes. Além disso, a empresa promoveu 30 lives para promover o ‘live commerce’, atingindo 200 milhões de visualizações. Finalmente, a Ame fortaleceu sua presença no segmento de meios de pagamento, lançando seu cartão digital e estendendo crédito ao consumo através de uma parceria com o Banco do Brasil”, apontou o analista Marco Nardini. Dessa forma, o TPV (volume total de pagamentos) da companhia atingiu R$ 1,1 bilhão nos últimos 30 dias, alta de 225% na base anual.

O analista mantém recomendação de compra para as ações da Lojas Americanas  com um preço alvo de R$ 44 por ação no final de 2020 e recomendação neutra para as ações da B2W, com um preço alvo de R$ 135 por ação no final de 2020.

A produtora de software corporativo Totvs teve alta de 3,8% no lucro líquido ajustado, passando para R$ 82,5 milhões no terceiro trimestre de 2020.

A companhia, que tenta comprar a rival Linx (LINX3), viu seu Ebitda ajustado subir 34%, a R$ 161,4 milhões, acima dos R$ 140,8 milhões esperados, em média, por analistas, de acordo com compilação da Refinitiv.

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A divisão de tecnologia da empresa teve alta de 9,4% na receita líquida, com o total de despesas subindo cerca de 15%. A empresa afirmou que a provisão para inadimplência subiu 31,7% no período, para cerca de 8 milhões de reais, enquanto as despesas gerais e administrativas cresceram 28%.

A Totvs afirmou que como percentual da receita líquida, porém, a provisão caiu de 3,3% para 1,3%. “O avanço no cenário de crédito ainda não foi suficiente para trazer a PCLD ao patamar de 1% da receita líquida de tecnologia do terceiro trimestre de 2019”, disse a companhia.

A divisão de produtos de crédito viu a receita cair 11%, a 48,6 milhões de reais. O Ebitda da unidade recuou quase 27%.

O Fleury teve alta de R$ 132,1 milhões no terceiro trimestre, alta de 45% na comparação anual. A companhia teve melhora dos indicadores financeiros e operacionais no terceiro trimestre, uma vez que a gradual flexibilização do isolamento social permitiu ao grupo de medicina diagnóstica ampliar receitas com consultoria e retomar procedimentos represados durante o pico da Covid-19.

Além da retomada dos chamados serviços eletivos, o Fleury teve o faturamento reforçado com a venda de testes para o coronavírus -já foram mais de 1,3 milhão – e por mais de 500 contratos de consultoria para empresas que estão retomando as atividades produtivas.

A receita líquida do trimestre teve alta 15,7%, totalizando R$ 874,6 milhões. O Ebitda foi de R$ 323,8 milhões, 35,7% de alta na base anual e acima da previsão média de analistas consultados pela Refinitiv, de R$ 211,1 milhões. A margem Ebitda subiu 5,4 pontos percentuais, para 37%.

O Bradesco BBI afirmou que os resultados do Fleury estão acima de suas expectativas e daquelas do mercado. O banco ressaltou aumento de 16% na receita líquida está 5% acima de suas estimativas. A margem Ebitda, de 37%, supera a expectativa de 33%, indicando “resiliência apesar da covid-19”. O banco disse esperar que, no longo prazo, as margens voltem aos níveis históricos, e manteve a recomendação neutra para as ações do Fleury.

Transmissão Paulista (TRPL4)

A Transmissão Paulista  registrou leve queda de 2,4% do lucro líquido no terceiro trimestre em comparação ao mesmo trimestre do ano passado, totalizando R$ 400,6 milhões.

“O reajuste da Receita Anual Permitida (RAP) para o Ciclo 2020/2021 impactou o resultado em função da contabilização da Parcela de Ajuste (PA)”, destacou.

A receita líquida regulatória subiu 24,7%, para R$ 821,3 milhões. O Ebitda teve alta de 31,1%, a R$ 668 milhões.

Nos primeiros nove meses do ano, a companhia fez investimentos de R$ 920 milhões, 91,1% maior a igual período de 2019. Do total, R$ 793,6 milhões foram destinados aos 13 projetos em construção arrematados em leilão, sendo o restante direcionado a reforços e melhorias das linhas existentes – vertente que a companhia pretende expandir nos próximos anos, já tendo autorizações para mais de R$ 1 bilhão de investimentos.

O retorno líquido sobre o patrimônio foi de 23,1%, alta de 3,4 pontos percentuais.

Conforme destaca a XP, os resultados  reforçam a estabilidade e resiliência do segmento de transmissão de energia. “Por outro lado, acreditamos que tal estabilidade já está precificada, e mantemos nossa recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 23 por ação”, destaca a equipe de análise.

Stone (STNE)

A Stone, cujas ações são negociadas na NYSE,  registrou lucro líquido ajustado de R$ 287,9 milhões no terceiro trimestre, alta de 42,6% frente o mesmo período do ano anterior. O lucro subiu 133% frente o segundo trimestre, período mais crítico da pandemia.

De acordo com a empresa, a margem líquida ajustada atingiu 30,8% entre julho e setembro, nível próximo àquele do período pré-covid-19. A margem líquida subiu 0,7 ponto percentual na comparação com o terceiro trimestre de 2019.

O volume total de pagamentos processados atingiu R$ 69,7 bilhões, alta de 114% na comparação com o mesmo período do ano passado. Excluído o volume do “coronavoucher,” a alta seria de 48%.

As receitas totais, incluindo as receitas financeiras, foram de R$ 934,3 milhões, alta de 39,2% frente o terceiro trimestre de 2019.

O Credit Suisse afirmou que os resultados da Stone foram positivos, acima de suas próprias estimativas otimistas, e diz esperar uma reação positiva no mercado de ações.

O aumento das receitas em 46% na comparação anual é 2% superior às estimativas do Credit Suisse. E a receita líquida ajustada de R$ 288 milhões, alta de 43% na comparação anual, é 6% maior que a estimativa do Credit Suisse. O crescimento de 48% nas operações de verificação de transações, excluindo os vouchers de corona, são mais altos do que o nível anterior à covid, diz o banco.

Já o Bradesco BBI, na esteira dos resultados fortes da companhia, elevou a recomendação dos papéis para neutra, com preço-alvo de US$ 53.

Pague Menos (PGMN3)

A Pague Menos saiu de prejuízo de R$ 9,2 milhões no terceiro trimestre de 2019 para lucro líquido ajustado de R$ 40,2 milhões no terceiro trimestre de 2020.

A receita bruta do grupo foi de R$ 1,90 bilhão no trimestre, 9,1% acima frente igual período do ano passado.

O Ebitda ajustado totalizou R$ 149,5 milhões, 22,1% superior ante o visto no terceiro trimestre de 2019. A margem Ebitda foi de 7,9%, 0,9 ponto percentual acima dos 7% registrados em igual período de 2019. Ao final do terceiro trimestre, a base de lojas era de 1.105 unidades em 327 municípios, sendo que sete lojas consideradas menos lucrativas foram fechadas.

O Credit Suisse apontou que o primeiro resultado da Pague Menos após sua oferta inicial pública de ações teve como destaque a alta de 11% nas vendas no terceiro trimestre de 2020 em relação ao mesmo período, impulsionando a receita total para R$ 1,9 bilhão, 2,3% acima das expectativas do banco. O banco vê como negativa a perda de 0,1 ponto percentual no mercado, para 5,6%, na comparação com o ano anterior, devido ao enxugamento do portifólio de lojas. O banco avalia o Pague Menos como um dos melhores cases de investimento de sua cobertura no setor, e reforçou sua avaliação como outperform, com preço-alvo de R$ 13,50.

Log Commercial Properties (LOGG3)

A Log Commercial Properties teve lucro líquido de R$ 66 milhões no terceiro trimestre de 2020, alta de 186,8% na comparação com o terceiro trimestre de 2019, crescimento este gerado pelo desenvolvimento de quatro ativos do Plano Todos por 1. O Ebitda subiu 103%, a R$ 147 milhões.

O Itaú BBA afirmou que os resultados de receita da LOG CP no terceiro trimestre ultrapassaram suas expectativas, devido a uma queda mais rápida do que esperado nas vacâncias. Mas a receita líquida ficou abaixo de suas estimativas devido a gastos administrativos e outras despesas mais pesadas do que o esperado. O banco avaliou os resultados como levemente positivos e manteve a recomendação em outperform, com preço-alvo em R$ 39,40 para 2021.

Itaú Unibanco (ITUB4)

O conselho de administração do Itaú Unibanco escolheu o executivo Milton Maluhy Filho como o novo presidente da instituição financeira. Ele assume o cargo no próximo dia 2 de fevereiro de 2021, após um período em que trabalhará em conjunto com o atual presidente, Candido Bracher, que deixa o cargo porque vai completar a idade máxima para permanência no posto, de 62 anos, em dezembro. O banco anunciou a decisão na noite desta quinta-feira, 29.

Maluhy Filho, de 44 anos, está no banco desde janeiro de 2002. Ele exerceu, nesses 18 anos, diversas posições dentro do Itaú, incluindo diretor executivo da Rede (empresa de máquinas de pagamento) e da área de cartões de crédito. Em 2011, aos 35 anos, o executivo se tornou sócio do banco.

Ele também foi presidente do banco no Chile e vice-presidente da área de riscos e finanças. “Em todas estas posições sempre se destacou pela determinação na busca de resultados, pelo foco no interesse do cliente (…) e pela grande identificação com a nossa cultura”, disse o Itaú, em comunicado divulgado para os funcionários e assinado pelos copresidentes do conselho da instituição, Pedro Moreira Salles e Roberto Setubal.

A busca por um executivo mais jovem reflete tanto a possibilidade de permanência de um período mais longo no cargo quanto o desafio de digitalização que o Itaú tem pela frente.

Candido Bracher substituiu Roberto Setubal, que faz parte de uma das famílias controladoras da instituição, e vai permanecer no cargo por pouco menos de quatro anos. Depois de seis meses dividindo as tarefas com Setubal, ele se tornou presidente de fato da instituição em abril de 2017.

Conforme aponta o Bradesco BBI, Milton Maluhy era visto pelo mercado como um dos mais prováveis ​​candidatos a substituir Candido.

“Embora mais jovem do que o normal, por estar assumindo um dos mais importantes cargos de CEO do Brasil com apenas 44 anos, Milton passou por diversos cargos importantes no Itaú. Dentre as experiências que conhecemos melhor, destacamos os desafios de se tornar CEO da Rede em um momento importante para a empresa de 2012 a 2015 (após o processo de fechamento de capital). Além disso, ele também foi o nome indicado para ser responsável pela gestão de uma das mais novas operações do Itaú no exterior, o Itaú Chile (Itaú CorpBanca) de 2016 a 2018. Essas duas experiências provavelmente forneceram a ele um histórico extremamente rico para se tornar o nome de escolha do Conselho”, aponta o BBI.

Entre os bancos privados, Milton será o mais jovem CEO com a responsabilidade de continuar a realizar a transformação digital do maior banco da região, apontam os analistas.

Eles ressaltam ainda que, embora continuem esperando que o Itaú busque uma mudança de dentro para fora, observam que Milton pode potencialmente considerar outras estratégias que os analistas tendem a ver como mais eficazes em processos de transformação complexos. “A nosso ver, ter mais unidades independentes focadas em novos empreendimentos e iniciativas enquanto a ‘nave-mãe’ mantém a atenção no legado e nos negócios existentes é uma forma mais eficaz de se preparar para o futuro. O tempo dirá a abordagem de Milton mas, por enquanto, podemos dizer que o Itaú escolheu para o cargo um de seus executivos mais conhecidos e respeitados”, reforçam os analistas do BBI.

A XP Investimentos iniciou a cobertura das ações da Ânima com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 41,70 por ação para o final de 2021, com um potencial de valorização de 53%.

Segundo os analistas Vitor Pini e Matheus Soares, apesar do setor de educação superior ser um dos mais afetados pelos efeitos da pandemia, a Ânima apresentou um desempenho mais resiliente em comparação às suas pares e há um potencial interessante de melhora de resultados baseado no aumento de margens, no potencial que as vagas de medicina podem trazer de valor à companhia, além da oportunidade do crescimento pela via inorgânica (fusões e aquisições).

De acordo com eles, diferentemente de companhias maiores (como Cogna e YDUQS), aquisições possuem um forte impacto nos resultados da companhia, a qual tem como foco marcas de maior qualidade (além de vagas em medicina) e vem executando esta estratégia de aquisições desde a sua oferta de ações no início de 2020. “O processo pode ser acelerado caso a aquisição da Laureate seja confirmada, a qual tem uma provável perspectiva positiva em relação a geração de lucro por ação da companhia”, destacam os analistas.

Há duas principais preocupações com relação à nossa tese de investimento, apontam Pini e Sores. No curto prazo, o processo de captação de novos alunos nas faculdades durante o primeiro semestre do ano são tipicamente maiores e dependem diretamente do número de alunos formandos do Ensino Médio e, desta forma, devido às incertezas relacionadas à capacidade do sistema público de educação em formar alunos durante a pandemia, o número de candidatos nos vestibulares de 2021 e, consequentemente, o de ingressantes de 2021.1, pode ser negativamente impactado (estamos considerando um ciclo de captação orgânica estável na comparação com o mesmo período de 2020).

Já a preocupação de médio e longo prazos é: a habilidade da companhia em manter a sua percepção de qualidade que viabiliza o seu ticket médio relativamente alto e sua demanda resiliente e, além disso, sua capacidade em absorver ganhos operacionais em aquisições futuras de maior complexidade, como é o caso de uma possível da compra da Laureate. Veja o relatório clicando aqui. 

A XP também iniciou cobertura para as ações da Priner, empresa líder no segmento de serviços e manutenção industrial, com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 13,40 por ação para o final de 2021, destacando a resiliência da empresa e oportunidade de crescimento que ela tem pela frente.

“Entre 2015 e 2019, a receita líquida da Priner cresceu anualmente 19,5%. Importante ressaltar que neste mesmo período, o Brasil teve uma fortíssima queda no PIB, principalmente entre 2015 e 2016. Ou seja, a empresa foi capaz de crescer mesmo diante de condições adversas, mostrando que o negócio em que está inserida não só é resiliente, como vem crescendo”, apontam os analistas.

Os analistas apontam que, com os recursos captados no IPO e capitalizada, há duas frentes importantes de crescimento.

Em primeiro lugar, a Priner tem como principal objetivo aumentar o seu portfólio de serviços, de modo a oferecer soluções completas ao seu cliente em um só lugar (One-Stop Shop, na expressão em inglês).

Em segundo lugar, há oportunidade de expansão orgânica: “especialmente após o IPO, a companhia está bem posicionada para aumentar sua participação no setor à medida que ela consiga penetrar o seu portfólio de serviços em novos mercados e indústrias. Importante ressaltar que estudos indicam que o mercado de manutenção industrial poderá crescer 6,8% ao ano em termos nominais (sem levar em conta a inflação) até 2025”, avaliam os analistas.

Eles apontam que, apesar da oportunidade que enxergam pela frente, as ações da Priner recuam 37% da máxima alcançada no dia 21 de fevereiro de 2020 – quando atingiu R$14,97 – e 6% abaixo do preço no qual ela foi avaliada no IPO (R$ 10,00).

De olho nos BDRs

O mercado ainda fica de olho nas empresas de tecnologia dos EUA após a divulgação dos resultados trimestrais – o que impacta os Brazilian Depositary Receipts (BDRs, ações de empresas internacionais negociadas aqui). Apple, Amazon, Alphabet, Facebook e Twitter divulgaram os seus números.

A Apple Inc informou a maior queda nas vendas trimestrais do iPhone em dois anos devido ao lançamento tardio dos novos telefones 5G. A Amazon.com previu salto nos custos relacionados à Covid-19, enquanto o Facebook Inc alertou para um 2021 mais difícil. Já a Alphabet, dona do Google,superou as estimativas para vendas trimestrais já que as empresas retomaram os anúncios.

Os resultados da Apple vieram levemente acima das expectativas do mercado, mas incertezas sobre a menina dos olhos da empresa, o iPhone, ofuscaram o balanço do quarto trimestre da gigante de tecnologia, divulgado nesta quinta-feira (29).

Vale ressaltar que a Apple adota um ano fiscal diferente, por isso o resultado publicado agora trata-se do último trimestre do ano fiscal de 2020 da empresa.

A receita da empresa ficou em US$ 64,7 bilhões, acima das expectativas do mercado, que segundo dados da Refinitiv esperavam uma receita de $ 63,70 bilhões.

O lucro por ação (LPA) foi de US$ 0,73, também acima das previsões dos analistas, que apostavam em um LPA de US$ 0,71. Veja mais clicando aqui. 

A Amazon continua se beneficiando da procura crescente por compras online, em um cenário no qual diversos países continuam adotando medidas de isolamento social para combater a pandemia de Covid-19. A gigante, mais conhecida por seu comércio eletrônico, reportou nesta quinta-feira (29) os resultados financeiros para o terceiro trimestre de 2020 – e superou as projeções dos analistas.

O lucro foi de US$ 6,3 bilhões, ou US$ 12,37 por ação. Analistas consultados pela Refinitiv (Thomson Reuters Financial & Risk) e pelo portal Yahoo projetavam retornos de US$ 7,41 por ação neste trimestre. O lucro representa o triplo dos US$ 2,1 bilhões vistos no terceiro trimestre de 2019.

Já a receita ficou em US$ 96,1 bilhões no terceiro trimestre de 2020, alta de 37% sobre o mesmo período de 2019. As previsões eram de US$ 92,7 milhões.

Esse crescimento vem depois de um segundo trimestre que já tinha sido considerado muito positivo. A Amazon havia lucrado US$ 5,2 bilhões – então seu melhor resultado histórico, de uma série que começou há 26 anos. O terceiro trimestre coloca um novo recorde. Na comparação com o segundo trimestre de 2020, o lucro expandiu 21%. Veja mais clicando aqui.

O Twitter registrou lucro líquido de US$ 28,7 milhões no terceiro trimestre, 21,37% inferior ao lucro de US$ 36,5 milhões de igual período de 2019, informou a companhia nesta quinta-feira (29). O lucro por ação diluído ficou em US$ 0,04, de US$ 0,05 anteriormente, ante previsão de US$ 0,06 dos analistas consultados pelo FactSet.

A receita do Twitter ficou em US$ 936,2 milhões no trimestre mais recente, crescimento de 14% ante igual intervalo do ano passado. O crescimento foi ajudado por formatos de publicidade atualizados, medição de anúncios aprimorada e o retorno de eventos que foram interrompidos devido à pandemia, disse o diretor financeiro do Twitter, Ned Segal.

A receita de anúncios no terceiro trimestre cresceu 15%, para US$ 808 milhões, superando as estimativas de US$ 645,95 milhões.

Contudo, os dados de novos usuários foram os que decepcionaram o mercado, levando à forte baixa dos papéis no after-market.  A empresa de mídia social com sede em San Francisco ainda disse que teve 187 milhões de usuários ativos diários monetizáveis (mDAU) durante o terceiro trimestre, aquém das expectativas dos analistas de 195,2 milhões de usuários, de acordo com dados da Refinitiv. No trimestre anterior, eram 186 milhões.

Já os custos e despesas cresceram 13% em relação ao mesmo período do ano passado para US$ 880 milhões, já que a empresa gastou mais com infraestrutura. Veja mais clicando aqui.

O Facebook teve lucro líquido de US$ 7,85 bilhões no terceiro trimestre deste ano, um avanço em relação ao resultado de US$ 6,091 bilhões de igual período de 2019. O lucro por ação diluído ficou em US$ 2,71, de US$ 2,12 anteriormente, acima da expectativa de US$ 1,90 dos analistas ouvidos pelo FactSet.

A receita da empresa ficou em US$ 21,47 bilhões no terceiro trimestre de 2020, de US$ 17,383 bilhões anteriormente. Apesar dos números positivos, a empresa também destacou em seu balanço que, olhando para 2021, “nós continuamos a enfrentar uma parcela significativa de incerteza”.

A companhia diz acreditar que a pandemia da covid-19 contribuiu para uma aceleração na mudança do comércio tradicional para o online, com aumento na demanda por anúncios.

Uma alteração na tendência, porém, poderia ser um vento contrário para o crescimento da receita no próximo ano, aponta.

Além disso, a empresa diz que espera mais ventos contrários “significativos” em direcionamento e medição, por questões como mudanças de plataforma, notadamente a iOS 14 da Apple, bem como por possíveis mudanças no panorama regulatório. Veja mais aqui. 

A Alphabet, que é dona do Google, registrou lucro líquido de US$ 11,2 bilhões no terceiro trimestre deste ano, ou US$ 16,40 por ação, superando as projeções compiladas pela Refinitiv, que apontavam para lucro de US$ 11,29 por ação.

A empresa bateu as expectativas em praticamente todas as áreas. A receita entre julho e setembro ficou em US$ 46,17 bilhões, uma alta de 14% na comparação com o mesmo período do ano passado, sendo que os ganhos com propagandas avançaram 10%, para US$ 37,10 bilhões.

No período, as chamadas “outras receitas” do Google, que inclui hardware como seus telefones Pixel e produtos em nuvem, ficaram em US$ 5,48 bilhões, em comparação com US$ 4,05 bilhões um ano atrás.

A Alphabet disse que sua receita de “outras apostas”, que inclui suas subsidiárias fora do Google, como a empresa de automóveis autônomos Waymo e a divisão Verily, rendeu US$ 178 milhões, em comparação com US $ 155 milhões no mesmo período de 2019.

“A receita total reflete o crescimento de base ampla liderado por um aumento nos gastos dos anunciantes na Pesquisa e no YouTube, bem como na força contínua do Google Cloud e Play”, disse a diretora financeira da Alphabet, Ruth Porat, em comunicado.

A receita de anúncios do YouTube aumentou para US$ 5,04 bilhões, ante US$ 3,8 bilhões um ano atrás, enquanto as vendas do Google Cloud subiram de US$ 2,38 bilhões para US$ 3,44 bilhões. Veja mais aqui.

(com informações da Agência Estado e Reuters)

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