Ação do IRB dispara 20% após quedas recentes; bancos saltam até 8% com perspectiva para resultados e Petrobras sobe 3%

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IRB

SÃO PAULO – O destaque do noticiário corporativo desta quinta-feira (8) ficou novamente com o IRB (IRBR3, R$ 7,74, +20,19%) mas, desta vez, com alta expressiva, de mais de 20%, das suas ações.

O movimento ocorre após a forte queda de 25,50% em dois dias com a recomendação de venda do UBS BB para os papéis. A queda veio depois de um período de alta de 60% em dez pregões para os ativos – veja as perspectivas para o IRB clicando aqui. 

Já em continuidade ao movimento da véspera com a elevação de recomendação pelo Bradesco BBI, as ações da Gerdau (GGBR4, R$ 22,25, -0,67%) abriram com ganhos, mas viraram para queda.

Também em destaque, o Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (SNIC) informou que em setembro o volume de vendas do produto contou com uma elevação de 21,4% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Foram comercializadas 5,8 milhões de toneladas no total, impulsionado pela autoconstrução e as obras do setor imobiliário como os principais vetores de consumo. Isso beneficia a Gerdau, uma vez que o setor usa aço da companhia em suas operações.

Os ativos do Magazine Luiza (MGLU3, R$ 91,87, +3,29%), por sua vez, avançaram mais de 3%, com a aprovação do desdobramento de ações na proporção de 1 a 4, passando a valer a partir do próximo dia 14.

Já a Petrobras (PETR3, R$ 20,59, +3,42%; PETR4, R$ 20,44, +3,28%) subiu com o desempenho positivo dos contratos futuros do petróleo WTI para novembro e do brent para dezembro, com ganhos de mais de 3%. A commodity se recupera na esteira da greve dos petroleiros na Noruega e com a passagem esperada do furacão Delta na Louisiana nos próximos dias.

Fora do Ibovespa, a Copel (CPLE6, R$ 64,70, +3,35%) teve alta. A elétrica paranaense informou que vai fazer um plano de demissão incentivada que pode chegar a 930 funcionários, gerando economia anual de R$ 168,7 milhões a partir de 2021.

A sessão também foi de forte alta para as ações de bancos, após relatório do UBS BB, com as units do Santander (SANB11, R$ 30,78, +8,11%), os papéis do Itaú (ITUB4, R$ 24,07, +6,04%), do Bradesco (BBDC3, R$ 19,20, +5,67%; BBDC4, R$ 20,65, +5,14%) e do Banco do Brasil (BBAS3, R$ 31,25, +4,83%) disparando. Para os analistas, a expectativa é de que os resultados do terceiro trimestre mostrem uma melhora da rentabilidade das instituições.

“O menor custo do risco e a melhor receita de taxas de serviço serão provavelmente os principais impulsionadores dos lucros e da expansão do retorno sobre patrimônio líquido médio dos bancos”, apontaram os analistas, destacando o Bradesco e Santander.

A medida de rentabilidade deverá subir para 14,5% (ante 13,3% no segundo trimestre) e o lucro por ação deve subir 16% em comparação ao trimestre anterior — ainda com queda de 24% na base de comparação anual. A preferência no setor fica para o Itaú.

Confira os destaques:

 Copel (CPLE6, R$ 64,70, +3,35%)

A Copel lançou um novo Programa de Demissão Incentivada (PDI) que deve gerar redução de custos anuais de R$ 168,7 milhões a partir de 2021, com a possível adesão de 930 empregados. O valor estimado em indenizações soma R$ 74,8 milhões.

O programa terá duas fases, sendo que a primeira terá adesões no período de 1 a 15 de outubro 2020, com desligamentos em 15 de novembro de 2020. Uma nova fase será aberta, entre 1 e 15 de novembro de 2020, com desligamentos em 1º de dezembro de 2020.

“Vemos a notícia como positiva para a Copel, dado que a iniciativa vai de encontro com o compromisso da empresa de reduzir seus custos e tornar-se mais eficiente. Mantemos recomendação de compra nas ações da Copel, com preço alvo de R$ 67 por ação”, destaca a XP Investimentos.

Minerva (BEEF3, R$ 11,27, +2,18%)

A Minerva teve sua nota de risco atribuída pela Fitch Ratings elevada para “BB” na escala internacional e para “AA” na escala nacional, com perspectiva estável. Segundo o relatório publicado pela Fitch, a elevação da classificação de rating da companhia reflete seu reduzido nível de alavancagem e sólido perfil dos negócios, como efeito da consistente geração de caixa livre e forte posição de liquidez da Minerva.

PetroRio (PRIO3, R$ 36,20, -0,77%)

A PetroRio divulgou dados operacionais preliminares referentes ao mês de setembro. A produção diária total ficou em 32.938 barris de óleo equivalente por dia (boed), maior volume mensal registrado em 2020. Já as vendas no período somaram 906.841 barris. Com isso, a produção média diária do terceiro trimestre foi de 29.330 boed, enquanto as vendas no trimestre somaram 2.397.141 barris.

Segundo a empresa, os dados referem-se à participação de 70% do Campo de Frade, pois a empresa aguarda a conclusão da aquisição dos 30% restantes anunciada em 28 de novembro de 2019.

TIM (TIMP3, R$ 13,58, +3,27%)

A Tim aprovou distribuição de Juros sobre Capital Próprio de R$ 500 milhões, equivalentes a R$ 0,206542925 por ação. O pagamento ocorrerá até o dia 30 de novembro de 2020. As ações serão negociadas ex-direitos após 1 de outubro de 2020.

Randon (RAPT4, R$ 13,91, +4,19%)

A Randon decidiu encerrar as operações da unidade de veículos especiais, segundo comunicado divulgado ao mercado nesta quinta-feira.

A companhia, especializada em implementos rodoviários, afirmou que a Randon Veículos, voltada a produtos para a construção como retroescavadeiras, vai fechar a unidade em dezembro deste ano.

“Estas decisões têm por objetivo concentrar a atuação das Empresas Randon em seus principais negócios, levando em conta as sinergias entre eles, e faz parte da otimização de suas plantas e processos industriais”, afirmou a empresa no comunicado.

Como parte da decisão, a empresa vendeu parte dos ativos relacionados a veículos especiais para a Müller Indústria de Máquinas de Construção por cerca de R$ 20 milhões.

Vale (VALE3, R$ 61,29, +1,86%)

O BNDES pretende vender R$ 2 bilhões em debêntures da Vale até o início do próximo ano, disse um executivo do banco de fomento, segundo o G1. O governo federal também vai se juntar ao BNDESPar na venda das debêntures da Vale, em uma oferta que pode chegar a R$ 6 bilhões, disse em entrevista o diretor-gerente de privatizações, Leonardo Cabral. O banco vendeu R$ 42 bilhões em ações da empresa em 2020. O BNDES levantou R$ 6,91 bilhões na semana passada com a venda de sua participação na Suzano.

Bradesco (BBDC3, R$ 19,20, +5,67%; BBDC4, R$ 20,65, +5,14%)

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) firmou acordo com o Bradesco em investigação de supostas práticas anticompetitivas contra o GuiaBolso, segundo o Valor Econômico. O órgão homologou um Termo de Compromisso de Cessação no qual o banco se compromete a interromper as condutas investigadas e pagar R$ 23,8 milhões em contribuição pecuniária.

Também segundo o jornal, o Bradesco obteve a aprovação que faltava para assumir o controle do BAC Florida, banco nos Estados Unidos cuja aquisição foi anunciada no ano passado por US$ 500 milhões.

Magazine Luiza (MGLU3, R$ 91,87, +3,29%)

Os acionistas do Magazine Luiza aprovaram a proposta de desdobramento das ações de emissão da companhia, na proporção de uma ação ordinária para quatro ações ordinárias, sem alteração no valor do capital social. Dessa forma, o capital social da companhia passará a ser dividido em 6.498.926.848 ações ordinárias.

Segundo a empresa, o desdobramento tem como objetivo aumentar a liquidez das ações ordinárias no mercado e possibilitar um ajuste na cotação das ações, tornando o preço por ação mais atrativo e acessível a um maior número de investidores. As ações serão negociadas ex-desdobramento a partir de 14 de outubro de 2020 (inclusive), e as ações resultantes do desdobramento serão creditadas aos acionistas em 16 de outubro de 2020.

CCR (CCRO3, R$ 12,69, +4,79%)

A empresa de concessões de infraestrutura CCR anunciou na quarta-feira a saída de Eduardo de Toledo da vice-presidência de gestão corporativa.

Em fato relevante, a companhia explicou que a redistribuição das atividades hoje concentradas sob a área de gestão corporativa, incluindo as de finanças, relações com investidores e de planejamento busca horizontalizar a estrutura da diretoria e otimizar o fluxo de informações e tomada de decisões.

Além disso, a CCR anunciou a nomeação de Gustavo Canto Lopes para a diretoria de novos negócios, “com a responsabilidade de identificar e desenvolver novas oportunidades de investimento em infraestrutura no Brasil e no exterior”.

Mitre (MTRE3, R$ 14,85, +1,37%)

O Itaú BBA avaliou que a prévia operacional da Mitre no terceiro trimestre mostrou números sólidos. De acordo com o banco, as pré-vendas mostraram recuperação no terceiro trimestre, com alta significativa na comparação trimestral e anual. Com isso, o BBA espera uma reação positiva do mercado. A recomendação para o papel é outperform (acima da média), com preço alvo de R$ 15,8 para 2020. A Mitre registrou pré-vendas de R$ 256 milhões, alta de 638% ante o trimestre anterior. Na comparação anual, o avanço foi de 394%.

Aura (AURA32, R$ 52,75, -1,40%)

O Credit Suisse manteve a recomendação outperform (acima da média) para o BDR (Brazilian Depositary Receipt) da Aura depois da divulgação do relatório de produção do terceiro trimestre, com volume de 56,5 mil GEO (onças produzidas), alta de 7% na comparação anual. Segundo o banco, a empresa mostrou forte recuperação depois das interrupções operacionais causadas pela Covid nos dois trimestres anteriores.

De acordo com o Credit, a Aura deve ser uma boa distribuidora de dividendos, com forte potencial de crescimento, podendo chegar a 355 mil GEO em 2024. Em 2021, a previsão é de 201 mil GEO. Ao mesmo tempo, a empresa deve preservar o fluxo de caixa livre, com yield médio de 20% entre 2020 e 2014, e potencial de dividend yield de 5% no período.

(Com Reuters, Bloomberg e Agência Estado)

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