RJ: Deputada Flordelis tem até esta quinta para se apresentar

0
20


A Justiça do Rio de Janeiro deu prazo para que a deputada federal Flordelis (PSD) se apresente até às 17 horas desta quinta-feira (8) para colocar a tornozeleira eletrônica. A parlamentar foi intimada em sua casa, na Região Oceânica de Niterói, a se apresentar na Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), no centro da capital fluminense.

A decisão da juíza Nearis dos Santos Arce, da 3ª Vara Criminal de Niterói, que determinou que a deputada usasse tornozeleira, acolheu a um pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ). Flordelis é acusada de ser a mandante do assassinato do próprio marido, o pastor Anderson do Carmo, em junho do ano passado.

Há quase um mês, a deputada foi intimada a comparecer à Seap para instalar a tornozeleira, mas ela não se apresentou. Na decisão do dia 18 de setembro, a Justiça determinou também que Flordelis deverá permanecer no seu imóvel das 23h às 6h. Em seu pedido, o MP-RJ usou como argumentos o temor de uma das testemunhas do processo e a dificuldade para que Flordelis fosse encontrada e citada dos processos criminal e disciplinar na Câmara dos Deputados.  

Leia mais: Investigação conclui que deputada federal mandou matar o marido

No início de setembro, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados encaminhou para a Corregedoria da Casa Legislativa o processo de cassação do mandato da deputada. O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que Flordelis terá seu direito de defesa respeitado, mas que a análise do caso será rápida.

Atualmente, a pastora está com a filiação ao Partido Social Democrático (PSD) suspensa. A legenda estuda medidas internas para expulsar a cantora gospel responsável pela “Igreja Evangélica Ministério Flordelis – Cidade do Fogo”. A parlamentar foi a quinta mais votada do estado do Rio de Janeiro, com 196.959 votos, e recebeu apoio de políticos e líderes religiosos em sua pré-candidatura, como o senador Arolde de Oliveira (PSD). 

Flordelis, que tem foro privilegiado por ser deputada e não pode ser presa, foi denunciada pelo MP-RJ e pela Polícia Civil no dia 24 de agosto. A investigação concluiu que a parlamentar foi a mentora intelectual do assassinato de Anderson do Carmo. A vítima foi morta com mais de 30 tiros.

Fonte: BdF Rio de Janeiro

Edição: Eduardo Miranda



Source link

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here