Chile: sete policiais responderão por abusos cometidos

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Sete policiais chilenos foram processados na última semana e responderão por abusos cometidos no último ano. Os Carabineros de Chile, nome oficial da corporação, protagonizaram cenas de violência contra manifestantes que rodaram o mundo desde outubro de 2019. Para se ter uma ideia, mais de 360 jovens chilenos, opositores ao governo de Sebastián Piñera, começaram o ano com lesões oculares causadas pela polícia.

As investigações abertas contra os policiais são baseadas em denúncias reunidas pelo Instituto Nacional de Direitos Humanos (INDH). De acordo com fontes locais, o Ministério Público fez uma apresentação formal nos Tribunais de Justiça das cidades de Temuco e Lautaro, acusando os sete funcionários suspeitos de abusos – seis homens e uma mulher.

As investigações estão relacionadas a três casos específicos. Um deles foi o espancamento de um jovem no contexto das manifestações de 2019, pelo qual três carabineros são acusados. Outros três responderão por invasão de propriedade e espancamento de uma pessoa que não teria nenhuma relação com o caso que investigavam. O terceiro processo envolve uma policial que obrigou a vítima a se despir no meio de uma delegacia.

No último dia 15 de setembro, o INDH apresentou um informe em que reúne 2499 casos de violência policial desde outubro de 2019. O dossiê resultou em 28 processos, e 68 policiais já foram responsabilizados – 64 oficiais dos carabineros e quatro das forças armadas.

Os protestos contra o governo e o neoliberalismo foram suspensos em março, devido aos bloqueios para evitar a disseminação da covid-19, e retomados no final de setembro. Assim como no ano passado, as cenas de violência contra manifestantes são frequentes. Na última sexta-feira (2), policiais empurraram um jovem do alto de uma ponte na capital Santiago, provocando lesões graves.

Os chilenos se preparam para o plebiscito do dia 25 de outubro, no qual decidirão a possibilidade de promulgar uma nova Constituição, que substituiria a de 1980, herdada da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).

Edição: Luiza Mançano



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