Cadastro do Pix nos bancos começa nesta segunda-feira (5); entenda o novo sistema do BC de um jeito simples

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SÃO PAULO – O cadastro no Pix nos bancos, fintechs e instituições de pagamentos começa nesta segunda-feira (5). O novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central (BC) promete mudar a relação dos brasileiros com as transações digitais ao permitir que transferências e pagamentos sejam concluídos em até dez segundos e realizados 24 horas por dia, em qualquer dia do ano, incluindo finais de semana e feriados.

Todas as instituições financeiras com mais de 500 mil clientes foram obrigadas a aderir ao novo sistema do BC.

Ainda que o sistema tenha sido desenvolvido pelo BC, tanto o cadastro, quanto as transações, serão feitos por meio da instituição financeira na qual o cliente já tem relacionamento – ou vier a ter. Basicamente, o Pix vai ser uma funcionalidade a mais dentro dos canais do banco, uma opção a mais no menu do app ou internet banking.

Grandes bancos já tinham iniciado o processo de inclusão dos clientes no sistema por meio de um pré-cadastro, no qual os correntistas confirmavam o interesse em usar o Pix. Mas s partir desta segunda-feira, todas as instituições financeiras com mais de 500 mil clientes devem iniciar o cadastro oficial no sistema.

O procedimento pode variar entre elas, mas de acordo com as informações passadas pelos cinco maiores bancos do país ao InfoMoney, durante a fase de pré-cadastro (veja mais aqui), no cadastro o cliente confirma à instituição que quer fazer parte do Pix e define a sua chave Pix – que pode ser um e-mail, CPF, telefone ou chave aleatória – que vai passar a identificar sua conta no sistema.

Para explicar no detalhe o Pix, o InfoMoney preparou o vídeo a seguir, que resume o novo sistema em seis pontos, explicando: o que é o Pix, como ele funciona na prática, os custos envolvidos, a chave Pix, a emissão de QR codes e a segurança do sistema. Confira.

Gustavo Cunha, especialista em inovações para o mercado financeiro, diz que o Pix pode ser entendido como uma TED ou um DOC turbinados. “É uma forma de pagar e receber sem a necessidade dos vários intermediários que hoje temos nos arranjos com cartões de débito e crédito – e tudo isso de forma instantânea, segura, ágil e mais barata do que as opções que temos hoje”, diz.

Na prática, acrescenta Cunha, o lojista não vai precisar mais da maquininha, as pessoas físicas vão fazer um Pix para amigos ou familiares de graça, sem precisar pagar pela TED e não haverá mais a necessidade de carregar um cartão físico para fazer pagamentos.

“Seu celular será a forma de transferir e receber dinheiro. Muitas outras funcionalidades que já  existem em outros países que implementaram pagamentos instantâneos serão possíveis no Brasil com o Pix. Junto com o open banking [sistema que vai tornar os clientes donos dos seus dados bancários], o Pix vai colocar o Brasil novamente na lista dos países que lideram a inovação no mercado financeiro”, afirma Cunha.

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