Apesar de perigosa, hepatite C tem cura – Secretaria de Saúde do Distrito Federal

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Apesar de perigosa, hepatite C tem cura – Secretaria de Saúde do Distrito Federal
Apesar de perigosa, hepatite C tem cura – Secretaria de Saúde do Distrito Federal

Dos 95 óbitos registrados no DF, 72,6% tiveram como causa a hepatite viral crônica C

 

JURANA LOPES, DA AGÊNCIA SAÚDE

 

O “Julho Amarelo” é celebrado para efetivar ações relacionadas à luta contra as hepatites virais. A Organização Mundial de Saúde (OMS), durante a Assembleia Mundial da Saúde, realizada em maio de 2010, instituiu a data de 28 de julho como o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais.

 

As hepatites virais são doenças silenciosas que provocam inflamação do fígado e nem sempre apresentam sintomas. No Brasil, são causadas mais comumente pelos vírus A, B, C ou D.

 

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Teste para hepatite C é oferecido na rede pública de saúde – Foto: Breno Esaki/Agência Saúde

 

“As hepatites virais representam um problema de saúde pública de grande importância, pois é significativo o número de pessoas atingidas e não identificadas. Quando não diagnosticadas, as hepatites virais podem acarretar complicações das formas agudas e crônicas, muitas vezes levando à cirrose ou ao câncer de fígado”, explica a gerente de Vigilância de Infecções Sexualmente Transmissíveis, Beatriz Maciel Luz.

 

A Secretaria de Saúde divulgou neste mês o perfil epidemiológico da hepatite viral C no Distrito Federal entre 2015 e 2019, um boletim informativo com dados de todos os cinco anos analisados. De 2015 a 2019, foram notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) 1.859 casos confirmados de hepatites virais no Distrito Federal. Destes, 1.033 (55,6%) são de hepatite C; 23 (1,2%), de hepatites B+C.

 

De 2015 a 2019, segundo o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), 95 óbitos tiveram como causa básica as hepatites virais dos tipos B ou C. Destes, 72,6% tiveram como causa a hepatite viral crônica C e 1,1%, a hepatite aguda C. Percebe-se também um aumento no coeficiente de mortalidade da hepatite C crônica, a partir de 2017. Em 2019 foram notificados 206 (6,8 casos por 100.000 habitantes) casos de hepatite C.

 

“As hepatites B, C e D só podem ser diagnosticadas por meio de exames de sangue específicos para essas hepatites virais. Os testes rápidos para hepatite B estão disponíveis na rede pública e todas as pessoas não vacinadas adequadamente e com idade superior a 20 anos devem procurar uma Unidade Básica de Saúde para fazer o teste rápido para hepatite B. Há também disponíveis testes rápidos para hepatite C. Inclusive, a hepatite C tem cura”, informa.

 

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Teste rápido para hepatite C – Foto: Breno Esaki/Agência Saúde

 

TRATAMENTO – De acordo com Beatriz Luz, o tratamento da hepatite C é feito com os chamados antivirais de ação direta (DAA), que apresentam taxas de cura de mais 95% e são realizados, geralmente, por oito ou 12 semanas. Os DAA revolucionaram o tratamento da hepatite C, possibilitando a eliminação da infecção.

 

“Todas as pessoas com infecção pelo HCV podem receber o tratamento gratuito pelo SUS. O médico, tanto da rede pública quanto suplementar, poderá prescrever o tratamento seguindo as orientações do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Hepatite C e Coinfecções (PCDT Hepatite C) do Ministério da Saúde. Os pacientes na fase inicial da infecção podem ser tratados nas UBSs, sem a necessidade de consulta na rede especializada para dar início ao tratamento”, esclarece.

 

SINTOMAS – Nem sempre a infecção por esses vírus apresenta sinais e sintomas, mas quando presentes, incluem frequentemente febre, fraqueza, mal estar, dor abdominal, enjoo/náuseas, perda de apetite, urina escura, icterícia (olhos e pele amarelados) e fezes esbranquiçadas.

 

TRANSMISSÃO – A hepatite C é transmitida pelo sangue (via parenteral, percutânea e vertical), sêmen e secreção vaginal (via sexual). A transmissão pode ocorrer pelo compartilhamento de objetos contaminados, como lâminas de barbear ou depilar, escovas de dente, alicates e acessórios de manicure e pedicure, materiais para colocação de piercing e para confecção de tatuagens, materiais para escarificação da pele para rituais, instrumentos para uso de substâncias injetáveis, inaláveis (cocaína) e fumadas (crack).

 

Pode ocorrer a transmissão também em acidentes com exposição a material biológico, procedimentos cirúrgicos, odontológicos, hemodiálise, transfusão, endoscopia, entre outros, quando as normas de biossegurança não são respeitadas.

 

MUNDO – Estima-se que, aproximadamente, 175 milhões de pessoas estejam infectadas com o vírus da hepatite C (HCV).

 

EDIÇÃO: JOHNNY BRAGA

REVISÃO:  JULIANA SAMPAIO

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