Hepatite A pode ser prevenida com boas práticas de higiene – Secretaria de Saúde do Distrito Federal

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Hepatite A pode ser prevenida com boas práticas de higiene – Secretaria de Saúde do Distrito Federal
Hepatite A pode ser prevenida com boas práticas de higiene – Secretaria de Saúde do Distrito Federal

O vírus é transmitido principalmente pela via fecal-oral, no consumo de água contaminada

 

JURANA LOPES, DA AGÊNCIA SAÚDE

 

Celebrado este mês, o “Julho Amarelo” é dedicado a destacar as ações relacionadas à luta contra as hepatites virais. As hepatites mais conhecidas e faladas são a B e C. No entanto, também existe uma pequena incidência de casos de infecção pela hepatite A, provocada pelo vírus da Hepatite A (VHA) que entra no organismo pelo aparelho digestivo e multiplica-se no fígado, causando neste órgão a inflamação. Entre 2015 e 2019, 52 casos de hepatite A foram confirmados entre os residentes do Distrito Federal.

 

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Artes: Érick Alves

“A hepatite A é transmitida de pessoa para pessoa quando os alimentos ou a água estão contaminados por fezes contendo o vírus. A incidência é mais frequente em locais com precariedade do saneamento (água e esgoto tratados) e acomete, principalmente, crianças e adolescentes”, explica a gerente de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis e de Transmissão Hídrica e Alimentar, Renata Brandão.

 

HIGIENE – Os cuidados com a higiene são fundamentais para se evitar a contaminação por qualquer vírus ou bactéria. Lavar as mãos com água e sabão e desinfectar os alimentos frescos antes de consumir são algumas recomendações para não ser infectado pelo vírus da hepatite A.

 

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higiene é o principal meio de prevenção da hepatite A – Foto: Breno Esaki/Agência Saúde

SINTOMAS – Os sintomas mais comuns da hepatite A são náuseas, febre, falta de apetite, cansaço, diarreia e icterícia (coloração amarela da pele e nos olhos). O período de incubação (tempo até aparecer os sintomas) varia de 15 a 45 dias, em média 30 dias do contato com o vírus. A pessoa contaminada pode transmitir o vírus desde duas semanas antes do início dos sintomas até o final da segunda semana já com a doença (período de transmissão).

 

De acordo com Renata, ao aparecerem os sintomas o indicado é procurar imediatamente uma Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. “Não existem medicamentos específicos para tratar esta doença, este tipo de hepatite trata-se, essencialmente, com repouso, ou seja, devem ser evitados grandes esforços físicos”, informa.

 

O mais importante é evitar a automedicação para alívio dos sintomas, uma vez que o uso de medicamentos desnecessários ou que são tóxicos ao fígado podem piorar o quadro. O médico saberá prescrever o medicamento mais adequado para melhorar o conforto e garantir o balanço nutricional adequado, incluindo a reposição de fluidos perdidos pelos vômitos e diarreia.

 

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EDIÇÃO: JOHNNY BRAGA

REVISÃO: JULIANA SAMPAIO

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