Parque tem portões reformados após décadas de desgaste – Agência Brasília

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Parque tem portões reformados após décadas de desgaste – Agência Brasília
Parque tem portões reformados após décadas de desgaste – Agência Brasília

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Novas estruturas vão conferir mais controle de acesso e poder de ração ao vandalismo | Foto: Lúcio Bernardo Jr. / Agência Brasília

Depois de mais de 20 anos de uso, os portões do Parque da Cidade serão reformados. Alguns precisaram ser até mesmo refeitos, de tão danificados que ficaram devido à ação do tempo e de vândalos.

Os equipamentos e a mão de obra foram doados pela iniciativa privada, que atendeu a um pedido do administrador do Parque da Cidade, Silvestre Rodrigues da Silva, com este propósito. Além de ferragem nova, as estruturas vão receber roldanas.

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“A população merece ter um local para praticar suas atividades bem conservado e seguro. E a Sinduscon [Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal], o grupo Irmãos Gravia, a Ademi [Associação de Empresas do Mercado Imobiliário] e a Asbraco [Associação Brasiliense de Construtores] entenderam isso e colaboraram”, agradece Silvestre.

Segundo o administrador, o parque possui seis entradas e a mesma quantidade de saídas. Ficarão à disposição dessas passagens 17 portões. A quantidade se faz necessária devido ao tamanho diferenciado de cada acesso. “Tem entrada que exige três portões”, acrescentou Silvestre.

De acordo com ele, a chegada dos portões não é um indicativo de que o Parque da Cidade irá fechar em algum período. Pelo menos por enquanto, já que o espaço reabriu depois de 76 dias fechado em razão da pandemia de Covid-19 provocada pelo novo coronavírus.

Vandalismo

No início do ano, conta Silvestre, a sugestão de fechamento do parque em algum período do dia foi aventada em uma reunião do administrador com representantes das forças de Segurança, entre as quais as polícias Civil e Militar, o Corpo de Bombeiros (CBMDF) e o Departamento de Trânsito (Detran). A sugestão foi uma solução considerada diante dos atos de vandalismo verificados frequentemente no local.

“Sugeriram que a gente fechasse os portões por volta da meia-noite e os reabrisse às 5h ou 6h”, revelou.

Em um breve passeio pela reserva ambiental urbana dá para conferir o temor das autoridades quanto à manutenção do parque. O Pedalinho, uma das áreas de lazer mais frequentadas, é um exemplo das marcas deixadas pela ação criminosa de vândalos.

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Alguns portões precisaram ser refeitos de tão danificados que estavam | Foto: Lúcio Bernardo Jr. / Agência Brasília

Os castelos de miniatura estão pichados e sujos, repletos de fezes. O administrador Silvestre Rodrigues da Silva diz que limpeza e conservação são feitas sistematicamente, mas basta cair a noite para que os vândalos retornem ao lugar e danifiquem tudo. “É como enxugar gelo”, compara.

Os frequentadores reclamam da sujeira do Pedalinho e das pichações. A estudante Lorena Claudia de Souza, 33 anos, mora no Riacho Fundo II e diz gostar mais de estudar sob a sombra de uma árvore do que aproveitar a estrutura do Pedalinho, que conta com bancos e cobertura. “Dificilmente vejo criança aí dentro do Pedalinho. Está uma bagunça mesmo”, lamentou Lorena, para quem fechar os portões de madrugada é uma forma possível de acabar com o vandalismo.

O mesmo defende o morador de Valparaíso Pablo Vitor Cardoso, 22. Ele foi com a namorada, Sâmara Reis, 18, e a irmã dela, Eliza Reis, 9, para passar uma manhã no parque. Um dos pontos mais requeridos pela menina Eliza foi o Pedalinho. “Não deixei ela brincar porque está sujo e quebrado. Uma pena, porque a gente veio de longe e não pode aproveitar”, lamentou.

Mais controle

Enquanto o fechamento do parque não é determinado – decisão que cabe ao governador Ibaneis Rocha –, a chegada dos portões pode significar mais controle das autoridades sobre a poligonal.

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Parque possui seis entradas e a mesma quantidade de saídas | Foto: Lúcio Bernardo Jr. / Agência Brasília

Além de espaço para a prática de esporte e lazer, o parque serve como rota de fuga de engarrafamento e economia de trajeto por motoristas que residem no Cruzeiro e no Sudoeste. Em eventos grandes, como Copa do Mundo, ou até mesmo em tempos de pandemia, ficará mais fácil limitar o número de acessos com o fechamento de algumas entradas, o que facilita a sua fiscalização – a poligonal possui uma área de mais de 4,2 milhões de metros quadrados.

As tarefas de conservação da área e segurança são um dificultador para os servidores do parque, devido ao tamanho da reserva. O serviço só é feito com a ajuda de órgãos e funcionários terceirizados, como as empresas que prestam serviço para a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), responsável por poda de árvores e limpeza quase que diariamente.

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Parque ganha reforma em portões depois de décadas de degradação
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