Mais de mil organizações entregam pedido de impeachment de Bolsonaro ao Congresso – Sul 21

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Mais de mil organizações entregam pedido de impeachment de Bolsonaro ao Congresso   Sul 21
Mais de mil organizações entregam pedido de impeachment de Bolsonaro ao Congresso Sul 21

Organizações populares entregam pedido de impeachment à Câmara. Foto: Nayá Tawane/BdF

Erick Gimenes e Nayá Tawane Do Brasil de Fato

Mais de mil organizações populares entregaram à Câmara dos Deputados um novo pedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro, na manhã desta terça-feira (14), em Brasília.

O documento foi recebido pelos deputados Carlos Zarattini, Erika Kokay, Paulo Pimenta e Natália Bonavides, todos do Partido dos Trabalhadores (PT), e deve brevemente ser repassado ao presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Aproximadamente 200 militantes ocuparam o gramado em frente ao Congresso Nacional para o ato de entrega. Eles fincaram cruzes no chão para simbolizar as vidas perdidas em consequência do governo de Bolsonaro.

O coordenador-executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Kretã Kaingang, chamou a atenção para o genocídio indígena promovido pelo presidente.

“O genocídio contra os povos indígenas sempre existiu, mas com o governo Bolsonaro a situação piorou. O presidente invadiu nossas terras permitindo a grilagem. Os povos indígenas pedem o Fora, Bolsonaro”, clamou.

Rodrigo Rodrigues, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Brasília, reforçou que a luta pelo afastamento não vai ficar só no papel.

“A classe trabalhadora apoia e fortalece o pedido de impeachment do Bolsonaro. Estamos, hoje, pedindo o afastamento dele, mas amanhã estaremos nas portas das fábricas e indústrias dialogando com o trabalhador, mostrando que ele é explorado por esse governo que só se preocupa com a elite”, aponta.

Para Rosângela Barrozo, dirigente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), é preciso dar um basta no autoritarismo educacional. “Nós estudantes estamos unidos pela democracia. Estamos sofrendo constantes ataques na educação brasileira. Esse presidente não quer investir nas universidades públicas. Não deixaremos o autoritarismo e conservadorismo avançar dentro do nosso espaço educacional. Nós somos Fora, Bolsonaro”.

Crimes

Jair Bolsonaro cometeu uma série de crimes enquanto presidente da República, de acordo com as organizações que assinam o pedido de afastamento.

Segundo os signatários, desde o início do mandato, o capitão reformado “vem incidindo, de maneira grave, reiterada e sistemática em ofensas à Constituição da República. Ao adotar esse padrão de desrespeito à supremacia incontrastável do texto constitucional, o mandatário parece apostar na tolerância e naturalização de tais violações”.

Ainda segundo a justificativa das organizações, ao cometer os crimes listados, o presidente aposta na desconstrução de um projeto democrático iniciado a partir de 1988, com o estabelecimento da Constituição Federal atual.

Para as organizações, isso acaba “ocasionando graves violações de direitos humanos em diversos matizes e pondo em marcha severas ameaças à vida, à saúde, à integridade física, à higidez ambiental e à segurança alimentar de milhões de brasileiros”.

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